DIDA SAMPAIO|ESTADÃO
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Em semana de agenda cheia, Dilma comanda esforços para defesa do mandato e viaja para Argentina

Além das movimentações para barrar o processo de impeachment, presidente se reúne na terça com governadores e no fim da semana vai à posse da Mauricio Macri

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2015 | 20h42

BRASÍLIA - Além das movimentações para barrar o processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff vai procurar manter uma agenda recheada de compromissos oficiais durante esta semana, incluindo até mesmo dois dias longe de Brasília.

Ela convocou para terça-feira uma reunião com todos os 27 governadores para tratar do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia lançado no sábado, no Recife. O surto de bebês com a má-formação está ligado ao zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo o último boletim do Ministério da Saúde, a doença já atinge 16 Estados.

Paralelamente ao encontro, governadores aliados de Dilma vão discutir uma forma de demonstrar apoio à presidente. A manifestação está sendo costurada pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que tem se demonstrado um dos nomes do PMDB mais fiéis a ela.

A presidente também já agendou uma viagem a Boa Vista (RR), na quarta-feira, onde vai inaugurar unidades do Minha Casa Minha Vida. O programa tem sido uma das únicas agendas positivas que o governo tem conseguido manter em meio à crise política e econômica.

Na quinta, Dilma viaja a Buenos Aires para participar da posse do presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri. Os dois estiveram juntos na sexta-feira, dois dias depois de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitar o pedido de impeachment. Na ocasião, auxiliares do Palácio do Planalto afirmaram que o encontro com o mandatário foi mantido para dar ares de "normalidade" à agenda política e mostrar que o governo não estava paralisado.

Apesar da semana cheia de compromissos oficiais, a presidente vai comandar pessoalmente as articulações pela defesa do seu mandato. Nesta segunda, ela começa o dia reunindo-se com ministros da coordenação política do governo. O assunto principal será a escolha dos nomes que serão indicados pelos partidos da base aliada para compor a comissão especial que vai ser responsável por elaborar o parecer pelo arquivamento ou abertura de processo contra a petista. As indicações terão de ser feitas até as 18h.

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