Em SC, Marina fala em duas mulheres no segundo turno

Para justificar a expectativa de arrancada na reta final da campanha, ela lembrou dos tempos de militância petista por Lula no Acre, quando o partido não conseguia reunir mais do que 'umas poucas pessoas'

EDUARDO KORMIVES, Agência Estado

27 de agosto de 2010 | 17h25

FLORIANÓPOLIS - A candidata do PV à sucessão presidencial Marina Silva visitou nesta sexta-feira, 27, Florianópolis, fez comparações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para defender a sua candidatura e disse que o brasileiro "quer uma mulher presidente". "Por que então não colocar duas mulheres no segundo turno?", questionou, ao participar de um evento promovido pelo Grupo RBS, afiliado da Globo em Santa Catarina.

Para justificar a expectativa de arrancada na reta final da campanha, Marina lembrou dos tempos de militância petista por Lula no Acre, quando o partido não conseguia reunir mais do que "umas poucas pessoas". "Quem diria que o Lula viraria esta unanimidade", disse.

Ela também destacou que os seus oponentes, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), têm o mesmo perfil, definindo-os como desenvolvimentistas e gerentes. "(A campanha) é uma competição para ver quem é mais gerente".

Para Marina, faltou aos governos anteriores visão estratégica e um plano de infraestrutura. Ela defendeu o estabelecimento de um marco regulatório para definir os limites das parcerias público-privadas e gerar confiança necessária aos empresários na hora de investir. "Não dá para pensar nestes investimentos apenas com dinheiro público", avaliou.

A candidata do PV citou como exemplo negativo o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), bandeira de campanha de Dilma, classificando-o de colagem de obras. Mas se recusou a prometer a conclusão da duplicação do trecho de 347 quilômetros da BR-101 entre Palhoça (SC) e Osório (RS) no seu eventual mandato.

Principal obra do PAC em Santa Catarina, o projeto enfrenta problemas ambientais. Segundo Marina, os órgãos ambientais são colocados como vilões nos atrasos de obras importantes, mas, muitas vezes, o problema está na incompetência da gestão de projeto. "Na questão do meio ambiente, nem PT nem PSDB nem PMDB nem partidos de esquerda foram capazes de perceber que este é o desafio do século 21".

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