Em SC, Dilma afirma que Lula 'está além do status de ministro'

Em resposta à pergunta de um internauta, candidata do PT esclareceu que, se eleita, só aceitará Lula como ministro se ele desejar

Júlio Castro, de O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2010 | 15h35

FLORIANÓPOLIS - A candidata à presidência Dilma Rousseff (PT), afirmou nesta quinta-feira, 12, em Florianópolis, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "está além do status de ministro" e que, caso seja eleita para governar o País, só aceitará Lula como ministro se ele desejar. "Estamos falando de alguém que representa uma liderança internacional" afirmou a petista ao responder pergunta de um internauta durante sua participação no Painel RBS, na primeira visita a Santa Catarina como candidata oficial do governo.

 

Com foco em questões catarinenses, o programa durou 1h30. Assim como o tucano José Serra em compromisso assumido no mesmo espaço no mês passado, Dilma garantiu a conclusão das obras de duplicação do trecho sul da BR-101 que há pelo menos seis anos está em obras. Demonstrando certo conhecimento dos embargos à obra, ora por questões ambientais, ora pela morosidade em licitações, assegurou que sua conclusão parcial acontecerá no primeiro ano de sua eventual gestão, porém deixou claro que obras mais sofisticadas - entra as quais dois túneis - dependerão de liberação ambiental.

 

A duplicação de trechos da BR-470, que liga a região Oeste ao litoral, responsável pelo escoamento da produção agroindustrial para os portos, foi outra promessa de campanha da petista para os seus dois primeiros anos de governo. Ampliação do aeroporto de Florianópolis com os recursos do PAC foram outras garantias.

 

Prometeu, ao referir-se as catástrofes climáticas dos últimos anos em Santa Catarina, criar um grupo permanente para atender as situações do gênero, composto por agentes da esfera federal da defesa civil, forças armadas e da saúde.

 

Sobre a proposta de repasse de 1% a mais para o fundo de participação dos municípios - de 1 para 2% - a candidata disse não querer se comprometer, assegurando que esta é uma questão de análise da futura reforma tributária que defende. "Podemos tirar tributos de investimentos, da folha de salários, mas não subitamente. Uma simplificação tributária pode ser o caminho", argumentou.

 

Quanto a área da saúde, a petista disse continuar investindo nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) como forma de desafogar a procura pelos hospitais públicos. Investimentos no setor de recursos humanos para especialistas em ginecologia, psiquiatria e oncologia estão entre as ações de seu governo. "A saúde não é coisa barata", afirmou lamentando a derrubada, pelo Congresso, da CPMF. Reconheceu que o recurso faz falta no contexto de investimentos na saúde acrescentando que discussões em torno da volta eventual da CPMF não é uma questão ética e que os investimentos em saúde terão que ser reavaliados pelo próximo governo.

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