Em São Paulo, MST invade cinco fazendas em 48 horas

Grupos reivindicam a transformação das terras em assentamentos

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

03 Junho 2013 | 22h37

SOROCABA - Integrantes do MST da Base e do Movimento dos Agricultores Sem Terra (Mast) invadiram quatro fazendas entre a tarde de domingo e a manhã desta segunda-feira, 3, no Pontal do Paranapanema, região oeste do Estado de São Paulo. Outra área, a Fazenda Santo Henrique, da indústria de suco de laranja Cutrale, em Borebi - no centro-oeste - foi ocupada no domingo por 300 integrantes do MST. Os grupos reivindicam a transformação das terras em assentamentos.

O MST da Base, liderado por José Rainha Júnior, é uma dissidência do MST apoiada por sindicatos rurais ligados à Central Única dos Trabalhadores.

As operações envolveram cerca de 600 militantes. No domingo, foram invadidas quase ao mesmo tempo a Fazenda Santa Maria, em Rancharia, e a Pauliceia, em Rinópolis. Os donos conseguiram liminares na Justiça e o processo de desocupação foi iniciado.

A Fazenda Floresta, em Marabá Paulista, e a Fazenda Esperança, em Iepê, foram invadidas ontem de manhã. Até o final da tarde ambas continuavam ocupadas. De acordo com o coordenador do MST da Base, Luciano de Lima, as áreas foram consideradas improdutivas, mas o governo demora a transformá-las em assentamentos.

Na noite desta segunda, a Justiça de Lençóis Paulista atendeu ao pedido da Cutrale e deu ao MST prazo de 24 horas para deixar a Fazenda Santo Henrique. Em caso de descumprimento, cada um dos 300 invasores terá de pagar multa diária de R$ 500 - um total de R$ 150 mil por dia.

A superintendência paulista do Incra havia informado, antes, que essa área é objeto de ação reivindicatória desde 2006, já que estudos técnicos indicam que é área pública.

A Fazenda Esperança também teve o processo de desapropriação suspenso por ordem judicial em razão de o imóvel ter sido invadido anteriormente por movimento social. A Fazenda Pauliceia foi vistoriada pelo Incra em 2010 e considerada produtiva. O órgão informou não constarem processos de desapropriação das fazendas Santa Maria e Floresta.

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