Em São Paulo, Doria criou casa para candidatos a vereador

O tucano alugou um imóvel em Perdizes, na zona oeste da capital, e a batizou de “Casa do Vereador”

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

13 de novembro de 2016 | 06h00

Um dos principais financiadores de campanha de vereadores no Brasil, o prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), criou na campanha uma estrutura apenas para atender aos candidatos a vereador de sua coligação. Após reunir em seu palanque 13 legendas, um recorde na história do PSDB, o tucano alugou um imóvel em Perdizes, na zona oeste da capital, e a batizou de “Casa do Vereador”.

Os mais de 400 candidatos a vereador da coligação encontraram lá assessoria jurídica e ajuda para a produção de material gráfico e digital. Além disso, Doria manteve uma rotina de mobilização dos candidatos, que atuaram como um exército de cabos eleitorais em suas bases.

Nenhum outro candidato teve na retaguarda tantos cabos eleitorais. O tucano foi apoiado por lideranças do PSDB, PSB, DEM, PPS, PV, PP, PHS, PMB, PRP, PTdoB, PTN, PTC e PSL. Até então, o recorde pertencia a Aloysio Nunes Ferreira, candidato do PMDB em 1992 (hoje senador pelo PSDB). Sua coligação tinha oito partidos.

Recursos. Um dos candidatos que mais recebeu recursos foi o ex-chefe da Casa Civil do governo estadual, Edson Aparecido (PSDB), que não se elegeu: R$ 70 mil. Ao Estado, ele afirmou que os recursos vieram na verdade do Fundo Partidário do diretório nacional. Foi a instância máxima da legenda, segundo Aparecido, que determinou que os recursos fossem primeiro para o caixa da campanha majoritária antes de ser distribuído.

Apenas o vereador reeleito Aurélio Nomura (PSDB) recebeu mais da campanha de Dória que Aparecido. Foram R$ 100 mil no total.

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