Em São Paulo, Alckmin vai dominar tempo de TV

Candidatos que controlam as máquinas estaduais terão mais destaque no horário político nos principais colégios eleitorais do País

Daniel Bramatti, de O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2010 | 21h03

 

SÃO PAULO - Nos maiores colégios eleitorais do País, os candidatos a governador que dominam as máquinas locais são os que conseguiram mais tempo no horário eleitoral gratuito, ao atrair mais partidos para suas coligações.

 

Em São Paulo, o PSDB, detentor do governo estadual há 15 anos, dará a Geraldo Alckmin 7 minutos e 7 segundos em cada bloco de 18 minutos em rede de rádio e TV, graças à aliança com o PMDB, o DEM, o PPS, o PSC, o PMN e o PHS.

 

Aloizio Mercadante, candidato ao Palácio dos Bandeirantes pelo PT, ocupará 4 minutos e 27 segundos em cada bloco de 18 minutos destinado aos candidatos aos governos estaduais.

 

Em termos proporcionais, Alckmin terá 40% da propaganda, e Mercadante, 25%. Celso Russomano, do PP, ocupará 11% do tempo.

 

Em Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), candidato à reeleição, também conseguiu o maior tempo no rádio e na TV, apesar de a coligação de seu principal rival, Hélio Costa, reunir os dois maiores partidos do País - o PMDB e o PT.

 

Apoiado por 13 partidos com representação na Câmara dos Deputados, Anastasia deve ficar com 8 minutos e 1 segundo, ou 45% do tempo total. O peemedebista Costa, ex-ministro das Comunicações. terá 5 minutos e 32 segundos, ou 31% do horário de propaganda.

 

No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do País, outro candidato à reeleção desponta em vantagem. Sérgio Cabral, do PMDB, terá 9 minutos, metade do tempo total. Ele tem o apoio de 12 partidos com representação na Câmara, entre eles o PT, que elegeu a segunda maior bancada nas últimas eleições.

 

Na Bahia, Jaques Wagner (PT), que também disputa a reeleição, fechou uma coligação de sete partidos e abocanhou 30% da propaganda. Mas ele foi seguido de perto por Geddel Vieira Lima, do PMDB, que ocupará 28% do tempo no Estado.

 

Geddel, até recentemente, controlava outra máquina: o Ministério da Integração Regional. A pasta privilegiou a Bahia na distribuição de verbas, o que ajudou o peemedebista a conquistar apoios em seu Estado. Oito partidos com representação na Câmara estão em sua coligação.

 

Neutralidade. O Rio Grande do Sul, quinto maior colégio eleitoral do País, é uma exceção. A governadora Yeda Crusius, candidata à reeleição, não terá o maior tempo de TV. O motivo principal é o rompimento com o DEM, partido indicou seu vice na eleição de 2006 e que ficará neutro na campanha estadual de 2010.

 

Enquanto Yeda terá 4 minutos e 38 segundos, o petista Tarso Genro, ex-ministro da Justiça, ficará com 4 minutos e 51 segundos. Em termos proporcionais, é quase um empate: 26% contra 27%, respectivamente.

 

O peemedebista José Fogaça vem a seguir. Apoiado apenas pelo PDT, o ex-prefeito de Porto Alegre ficará com 3 minutos e 22 segundos (22% do tempo).

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