Em Santos, Marina destaca harmonia com vice de chapa

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, destacou hoje tanto o avanço de sua candidatura nas pesquisas de intenção de voto quanto a harmonia com seu vice e os benefícios de uma candidatura sem alianças, em uma breve referência aos problemas enfrentados por seus adversários.

REJANE LIMA, Agência Estado

28 de junho de 2010 | 20h06

"Sabemos que já avançamos e avançamos muito. Esses 9 ou 12% de acordo com os institutos de pesquisa são muita coisa para começar e tenho absoluta certeza que à medida que há a exposição das propostas, as pessoas vão cada vez mais perceber que nós constituímos como uma alternativa para o Brasil em todos os aspectos", disse Marina, em entrevista na Associação Comercial de Santos, na Baixada Santista.

Questionada a respeito dos problemas que a candidatura tucana tem enfrentado diante a escolha de um vice, Marina inverteu a questão para a sua própria candidatura e afirmou que a escolha de sua chapa foi "uma opção programática" baseada em uma plataforma de governo. "Eu, Graças a Deus não tenho nenhuma temeridade em relação ao meu vice e em lugar de ficar lamentando pela dificuldade do vice dos outros, eu quero é curtir o meu vice, que é santista, torcedor do Santos", disse, elogiando Guilherme Leal.

"Estamos sinalizando para o Brasil que é possível fazer política sem o velho cálculo pragmático de que se escolhe o vice de acordo com quem tem mais palanque, com quem tem mais estrutura", criticou Marina, completando que, muitas vezes, as alianças formam palanques sem "nenhuma coerência em termos da visão e dos projetos", unindo "água e vinho".

Elogios a Lula

A candidata destacou que seu discurso em relação ao governo Lula - considerado elogioso ultimamente - é coerente e se mantém o mesmo desde que ela deixou o Ministério do Meio Ambiente.

"Não estávamos nem à direita, nem à esquerda, e não somos opositores nem continuadores puro e simples, nós apostamos na sucessão e a sucessão é aquela que é capaz e integrar as conquistas, reparar os erros e assumir novos desafios", completando que não tira votos de seus adversários e sim dos eleitores. "Eu não tiro voto nem do Serra nem da Dilma, podem ficar tranquilos, eu recebo votos do eleitor, é o eleitor que dá o seu voto para quem ele quer, para quem ele acredita", completou.

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