Em Santa Catarina, peemedebista pode completar 16 anos como prefeito

Na disputa pela capital catarinense, o peemedebista Dário Berger e Esperidião Amin (PP) brigam pelos 301.967 votos que serão computados nas urnas hoje. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Santa Catarina, o próximo prefeito de Florianópolis será conhecido cerca de uma hora e meia após o encerramento da votação.Licenciado do cargo para tentar o seu segundo mandato, Dário, que segundo as pesquisas tem a preferência do eleitorado, poderá completar 16 anos ininterruptos como prefeito. Nos oito primeiros anos esteve no comando do vizinho município de São José.Tão logo concluiu o segundo mandato, atravessou a ponte e mudou seu domicílio para Florianópolis, em uma manobra estratégica, já que a legislação eleitoral impede o terceiro mandato pelo mesmo município."Não tenho a intenção de ser governador", assegurou ele, quando questionado sobre eventual candidatura em 2010. Pefelista de origem, Dário filiou-se recentemente ao PMDB, em uma tática governista, a fim de garantir apoio do atual governador, Luiz Henrique da Silveira. No primeiro turno, com sete candidatos, Dário conquistou 39% dos votos, contra 25% do adversário. Correndo atrás, o concorrente do PP, que já foi duas vezes prefeito de Florianópolis, duas vezes governador do Estado e em 1994 chegou a ser candidato a presidente da República, apostou na sua experiência para atacar Dário, além de relembrar as obras de suas gestões."A cidade está sendo negociada em favor de interesses particulares", acusa Esperidião, acrescentando que seu opositor mistura negócios públicos e privados e por isso existe um conflito de interesses.Embora tenha conquistado o apoio do PCdoB, que no primeiro turno captou 12,5% dos votos, com Ângela Albino, Esperidião não conseguiu unir os demais partidos. O DEM, por exemplo, que conseguiu 13% com César Souza Júnior negou-se a apoiá-lo. O DEM, aliás, é o partido comandado por uma oligarquia que tem na figura do ex-senador Jorge Bornhausen seu principal líder. Bornhausen e Esperidião têm um histórico administrativo e partidário no Estado, porém nos últimos anos a relação político-partidária está estremecida. O PT, que tem na senadora Ideli Salvatti sua principal liderança no Estado, não deu apoio a ninguém.

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