Em Rio Preto, prefeito é assediado por PT e PSB

Candidato de chefe do Executivo não vai ao 2º turno, mas apoio de Edinho pode definir pleito

José Maria Tomazela, O Estadao de S.Paulo

09 de outubro de 2008 | 00h00

Mesmo fora da disputa com a derrota do seu candidato no primeiro turno, o apoio do prefeito Edinho Araújo (PPS) pode ser decisivo no segundo turno em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Ele é assediado pelo candidato do PSB, Valdomiro Lopes Júnior, primeiro colocado com 85.752 votos, e pelo concorrente, o petista João Paulo Rillo, que teve 61.943. O candidato de Edinho e do PPS, Orlando Bolçone, ficou em terceiro com 54.117 votos. Os dois candidatos que se enfrentam no segundo turno já procuraram o prefeito e o próprio Bolçone, diretamente ou através de interlocutores, mas até ontem a posição do grupo não tinha sido definida. O PSDB estadual também entrou na disputa - na cidade o partido é coligado com o PSB de Valdomiro. A assessoria de Edinho confirmou o assédio e informou que ele "está refletindo e consultando outras lideranças, mas não descarta nenhuma hipótese, inclusive a da neutralidade". O prefeito e o candidato do PPS foram procurados por "lideranças estaduais e nacionais do PT", segundo os assessores. Também houve uma consulta do chefe da Casa Civil do governo Serra, Aloysio Nunes. O secretário se dispôs a ir a Rio Preto para negociar pessoalmente uma possível aliança para o segundo turno.A cúpula do PPS se reuniu ontem na cidade com líderes dos partidos coligados - PMDB, PTC, PT do B e PHS -, mas sem a presença do prefeito, que estava em São Paulo. O grupo ligado a Edinho volta a se reunir hoje, desta vez com a sua presença. A definição deve ser anunciada entre hoje e amanhã. Um dos problemas a serem superados é o das seqüelas resultantes do clima de confronto no primeiro turno, principalmente entre os grupos de Valdomiro e Bolçone. O assessor da campanha de Valdomiro, José Luis Rey, acredita que os eleitores que votaram em Bolçone estariam "mais próximos" do candidato do PSB do que do PT.Além de uma possível aliança, a coligação de Valdomiro tentar atrair os 62.686 eleitores que não compareceram para votar. O número, segundo Rey, superou a média histórica da cidade. O candidato também irá mais para as ruas. "Vamos aumentar os comícios." O coordenador da campanha de Rillo, Carlos Henrique de Oliveira, disse que o partido trabalha na ampliação das alianças. O acordo com o quarto colocado, Cacau Lopes, do PV, foi fechado. Oliveira considera "muito próxima" a declaração de apoio de Bolçone que, segundo ele, não será obra do acaso ou da conveniência. "Havia, desde o início da campanha, um compromisso entre o PPS de Bolçone e o PT do João Paulo." Os dois grupos, segundo ele, têm programas comuns inclusive de apoio ao pólo tecnológico de Rio Preto.

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