Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Em reuniões com aliados, Temer discute Eletrobrás e projetos em pauta na Câmara

Encontro sobre projetos em tramitação foi marcado para o final da tarde desta segunda

Carla Araújo e Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2017 | 13h15

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer reúne líderes da base aliada nesta segunda-feira, 6, para tratar de projetos que devem ser votados nos próximos meses. O convite para o encontro também será feito aos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo interlocutores do Planalto, a previsão é de que a reunião ocorra às 18 horas.

"Hoje me reunirei com líderes da base aliada no Congresso. Temos uma boa pauta e muito trabalho pela frente", escreveu há pouco Temer no Twitter, usando a hastag "#juntosfaremos".

Na tarde desse domingo, Temer se reuniu no Palácio do Jaburu com Maia e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), além do líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro, e o líder do PMDB, deputado Baleia Rossi. Segundo o Planalto, na reunião falou-se sobre a pauta da semana na Câmara.

Na manhã desta segunda, o presidente deu início a uma reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, além de Padilha e Moreira. Segundo fontes, a reunião deve tratar da Eletrobrás.

Conforme mostrou nesse domingo o Broadcast, o governo está empenhado em diluir sua participação na Eletrobrás, mesmo que isso não ocorra durante o processo de emissão de ações, que está em fase de modelagem neste momento. Em entrevista na capital espanhola, onde participará de encontros com investidores na área de infraestrutura, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, garantiu que a equipe econômica está determinada a reduzir a fatia da União na estatal. "Nossa maior preocupação é que não haja diluição", explicou.

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Crises. Além de tentar dar mais protagonismo à base na definição da agenda de votação, Temer fará um aceno a Maia e pretende tratar, entre os temas da reunião, de segurança pública no Rio. O encontro ocorrerá dias após Maia ter cobrado que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, apresentasse provas das acusações que fez contra a cúpula de segurança pública do Rio.

Auxiliares do governo dizem que Temer aposta no esvaziamento tanto da crise provocada pela declaração de Torquato como da polêmica em torno do pedido de aumento de salário acima do teto constitucional feito pela ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois. Apesar disso, como a ministra é do PSDB e há uma pressão reforçada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por desembarque do partido no governo, Temer deve avaliar a situação da ministra ao longo da semana. O caso da ministra foi revelado pela Coluna do Estadão.

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