Em reunião decisiva, CPI tenta convocar ministros nesta terça

Senadora do PSDB diz que deixará comando da CPI caso requerimentos relevantes não sejam aprovados

Agência Estado ,

15 de abril de 2008 | 10h01

A presidente da CPI mista dos Cartões Corporativos, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), anunciou que colocará em votação nesta terça-feira, 15, todos os requerimentos de depoimentos e de informações, inclusive convites à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, aos ex-ministros da Casa Civil José Dirceu e Pedro Parente, ao ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Ubiratan Aguiar e à ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie. Marisa vem afirmando que deixará o comando da comissão caso requerimentos relevantes para as investigações não sejam aprovados nesta terça.   Veja também:   Vazamento de dossiê contra FHC abre guerra dentro da Casa Civil Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição PF pede a governo dados sobre segurança da Casa Civil PF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHC Dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos     "Se todos os requerimentos forem derrubados, eu largo a CPI", disse Marisa na última segunda, após participar da reunião de cúpula do PSBD e do DEM, em São Paulo. Na avaliação dela, a função da CPI é justamente a de investigar. "Eu não estou entendendo porque querem empurrar essa comissão com a barriga, ou é para investigar ou não é CPI."   A senadora disse que se os integrantes da comissão quiserem votar apenas um requerimento para segurar a CPI, como já ocorreu, ela vai deixar a presidência. "Eu não vou entrar numa brincadeira dessas", afirmou. Apesar das críticas à maneira como a comissão vem sendo conduzida, Marisa Serrano disse ter esperança de que a CPI vote, nesta terça, a favor dos requerimentos.   Na última semana, porém, o relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), afirmou que as reuniões da CPI devem continuar e que novos requerimentos de audiências deverão ser aprovados. Nesta terça, o relator disse que já tem conclusões para colocar em seu parecer. Entre as alterações que considera necessárias está a restrição de saques com cartões corporativos. Luiz Sérgio também vai pedir a aplicação de filtros para o uso do cartão, como a proibição em free shops.   CPI exclusiva   Esta terça é o último dia para os partidos políticos indicarem seus representantes na CPI criada exclusivamente no Senado para investigar o caso dos cartões corporativos. Os oposicionistas PSDB e DEM (ex-PFL) devem ficar com apenas três vagas. Se os líderes não formalizarem nesta terça os nomes, a tarefa ficará com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). Ainda não há previsão de quando deve começar a funcionar a CPI.   De acordo com a secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra, dois partidos chegaram a indicar os participantes - PMDB e DEM. Mas as indicações terão que ser refeitas, uma vez que havia nomes de parlamentares que já participam de outras CPIs.   Segundo esclareceu Cláudia Lyra, cada senador pode participar apenas de duas comissões parlamentares de inquérito - em uma como titular, na outra como suplente. De acordo com as normas regimentais, as comissões mistas, onde também atuam deputados, não entram nessa conta.   A liderança do PSDB informou na manhã de segunda-feira, 14, que não tem ainda o nome dos senadores que serão indicados para participar da CPI nem tem previsão de quando esses nomes serão divulgados.   (Com Agência Senado)

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