Em reunião de coordenação política, Dilma tenta reagir à agenda negativa

Ao lado de ministros e do vice Michel Temer, presidente discute anúncio de pacote para pequenos empresários e deve tratar da escolha de novo ministro da Educação

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

23 de março de 2015 | 12h10

Brasília - Depois de enfrentar uma nova crise política, em decorrência dos ataques do ex-ministro da Educação Cid Gomes (PROS) aos parlamentares, que levou à sua demissão, a presidente Dilma Rousseff abre a sua semana com uma reunião de coordenação política institucional, para avaliar as próximas dificuldades e discutir maneiras de como pode reagir à agenda negativa que a cerca. Além do vice-presidente Michel Temer, Dilma convocou para reunião os ministros peemedebistas Kátia Abreu (Agricultura), Eliseu Padilha (Aviação Civil) e Eduardo Braga (Minas e Energia). Também estão presentes os petistas Aloizio Mercadante (Casa Civil), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Jaques Wagner, (da Defesa) e Miguel Rossetto (Secretaria Geral); do PSD, Gilberto Kassab, (Cidades) e o assessor especial da presidente, Giles Azevedo. O ministro da Defesa, Jaques Wagner, participou apenas do início da reunião.

Dilma decidiu ampliar o seu núcleo político para tentar reverter a onda negativa que tomou conta do seu governo. O Planalto está tentando encontrar meios de dar respostas rápidas, até para poder mudar a pauta do debate de público, que tem se concentrado em notícias negativas e as perspectivas são de que as notícias econômicas prossigam ruins com previsão de divulgação de novos dados apontando para o aumento de desemprego e mais notícias econômicas negativas, como a apontada pelo relatório do Banco Central de que a previsão da inflação para 2015 é de mais de 8%, quando o limite superior é de 6,5% e de que houve piora da estimativa de desempenho da economia, com sinal de mais recessão. 

A presidente Dilma quer anunciar ainda esta semana o pacote com a revisão da lei do Supersimples - sistema de tributação diferenciado para pequenas empresas, além de ter agendado uma reunião com os governadores do Nordeste, na quarta-feira.  

Ao mesmo tempo, a presidente disse na semana passada que "tem pressa" para escolher o sucessor de Cid Gomes, embora haja quem aposte que Dilma vá deixar Luiz Cláudio Costa, como interino, por mais tempo. Um novo programa da área de educação chamado Pátria Educadora, que foi o lema da sua campanha, a presidente encomendou ao ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, quando Cid Gomes ainda estava à frente do MEC.

Mas esta semana, a presidente tem outro problema a ser resolvido: a permanência ou não do ministro Thomas Traumann, depois da publicação, pelo Estado, de um documento interno da Secretaria de Comunicação Social (Secom), segundo o qual o País vive "um caos político", que desagradou a presidente . Thomas, que estava viajando acompanhando tratamento médico de uma irmã, no exterior, já retornou ao Planalto.

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