André Dusek|Estadão
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Em reunião com senadores, Temer pede apoio para dar celeridade às propostas do governo

Café da manhã no Jaburu reuniu as lideranças aliadas ao governo interino; revisão da meta fiscal foi tratada como prioridade

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2016 | 12h56

BRASÍLIA - Ao deixar o Palácio do Jaburu nesta quarta-feira, 18, após reunião de lideranças do Senado com o presidente em exercício, Michel Temer, o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que o presidente pediu apoio das lideranças do Senado para aprovar propostas do governo. "Ele mostrou sua preocupação em responder rapidamente à população. Então precisamos buscar celeridade para aprovar no Congresso as medidas necessárias", disse.

Os líderes dos partidos aliados a Temer na Câmara também já trabalham para desobstruir a pauta e colocar a Casa para funcionar.

De acordo com o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima, que saiu pouco antes, as prioridades são a revisão da meta fiscal, a votação da prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) e dos Estados e Municípios (DREM).

Caiado afirmou que a liderança do governo no Senado não foi discutida na reunião e que esta é uma prerrogativa de Temer. De acordo com ele, o DEM não irá pressionar o presidente em exercício para algum cargo de liderança.

Convocação de ministro. Caiado também criticou a convocação do Ministro da Educação, Mendonça Filho, deputado licenciado do DEM, para prestar esclarecimentos na Comissão de Educação sobre o fim do Ministério da Cultura. O requerimento foi aprovado na terça, 17.

De acordo com Caiado o procedimento não é rotina e, primeiramente, é feito um convite. "Foi uma jogada rasteira, aproveitaram que já não havia muitos senadores no plenário", afirmou, alegando que o colega de partido não teria nenhuma dificuldade de vir ao Senado participar de uma reunião. 

Liderança. Cunha Lima afirmou que a questão da escolhas das lideranças no Congresso não foi tratada no encontro e que trata-se de "uma prerrogativa do presidente". Entre os nomes cotados para assumir a função no Senado está o de Ana Amélia (PP-RS) e Simone Tebet (PMDB-MS) / COLABOROU CARLA ARAÚJO

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