Em reunião com PT, PCdoB pede para continuar no Ministério dos Esportes

Partido do ministro Orlando Silva controla a pasta desde o primeiro mandato do presidente Lula

Andrea Jubé Vianna, de O Estado de S.Paulo,

09 de novembro de 2010 | 11h23

BRASÍLIA - O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) afirmou há pouco que a sigla pleiteará continuar no comando do Ministério dos Esportes no futuro governo Dilma Rousseff. Arruda acompanha o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, em reunião que começou há pouco com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, escalado por Dilma para fazer a interlocução do governo de transição com as siglas aliadas. Às 16 horas, Dutra vai se reunir com o ministro do Trabalho e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

 

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"Nós não queremos menos do que já temos. Nós construímos esse ministério", afirmou Inácio Arruda, lembrando que o PCdoB controla a pasta dos Esportes desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro titular da pasta foi Agnelo Queiroz, que depois migrou para o PT e elegeu-se governador do Distrito Federal no segundo turno.

 

O Ministério dos Esportes tornou-se tão cobiçado pelos partidos aliados quanto os Ministérios das Cidades e dos Transportes: as três pastas receberão recursos vultosos do Orçamento da União, por causa dos grandes eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

 

O atual ministro dos Esportes, Orlando Silva (PCdoB), deseja assumir o comando da Autoridade Pública Olímpica (APO), um consórcio constituído pelos governos federal, estadual e municipal, que coordenará as ações de planejamento, custeio e entrega de obras para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, na capital fluminense. Ele já foi indicado para o cargo e assumiria o posto, criado por Medida Provisória, mas a matéria prescreveu antes de ser apreciada pelo Congresso.

 

Se Orlando Silva deixar a pasta para comandar, exclusivamente, a Autoridade Pública Olímpica, o PCdoB pode indicar outros nomes para sucedê-lo. Entre os ministeriáveis do partido, despontam os deputados federais Aldo Rebelo (SP), Manuela D'Ávila (RS) e Flávio Dino (MA). Dino ficou sem mandato, depois de perder a disputa pelo governo do Maranhão para Roseana Sarney (PMDB).

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