Em reunião com Dilma, base concorda com plebiscito

A presidente Dilma Rousseff admitiu no encerramento da reunião com os deputado líderes dos partidos da base aliada que está fazendo as convocações para as conversas com todos os segmentos da sociedade para não deixar espaço para a oposição. A pouco mais de um ano das eleições presidenciais, Dilma quer protagonizar as discussões sobre as mudanças defendidas nos protestos nas ruas. "Nós do governo estamos assumindo as pautas para ocupar este espaço", disse a presidente, de acordo com um dos presentes.

RAFAEL MORAES MOURA E TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

27 Junho 2013 | 23h49

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, endossou, dizendo que o governo está agindo, apresentando ações e propostas, para não deixar espaços vazios, porque eles não existem em política. A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, foi a porta-voz da terceira reunião do dia, que durou mais de três horas e só acabou por volta das 22h. Na reunião, as lideranças dos partidos da base defenderam o plebiscito e se comprometeram a consultar os deputados de seus partidos para que eles apresentem propostas para as perguntas a serem feitas. A data ainda não está definida porque depende da resposta da consulta feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mas todos reconhecem que muitas das propostas, como o fim ou não à reeleição e o número de anos do mandato não valerão para as eleições de 2014.

"Nós estamos efetivamente agindo, nos organizando e nos articulando para no menor prazo possível dar resposta para as ruas. Acho que essa é a resposta de um longo dia de reuniões", disse Ideli, na entrevista. De acordo com a ministra, a unidade dos partidos que compõem a base está comprometida em "um curtíssimo espaço de tempo" para responder com ações concretas que atendam às reivindicações que tomam conta das principais cidades do País.

O discurso do governo permanece o de que as propostas de reforma política têm de ser realizadas o quanto antes, mas que o plebiscito deve tratar apenas de temas específicos e sem abrir muito o leque de perguntas, limitando-se ao financiamento de campanha, lista aberta ou fechada para eleição e se o sistema seria proporciona, como é hoje, ou se alterado para majoritário ou misto.

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