Dida Sampaio/Estadão
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Em reunião com aliados, Dilma reconhece dificuldade em aprovar novo ajuste

'Ela compreendeu bem. Ela tem noção clara das dificuldades que vamos enfrentar, e que não são pequenas. Foi conversa espontânea e sincera', afirmou o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS)

Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2015 | 20h48

Brasília - Em reunião nesta tarde com ministros e líderes da base aliada do Senado, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff reconheceu as dificuldades para aprovar no Congresso o novo pacote para alcançar o superávit primário de 0,7% do PIB em 2016, em especial a volta da CPMF. Contudo, a presidente - que tem telefonado desde segunda-feira, 14, a parlamentares da base tanto da Câmara quanto do Senado - disse que vai se empenhar pessoalmente para garantir apoio para as propostas.

No encontro, de duas horas e meia, Dilma fez inicialmente uma exposição aos presentes de cada uma das medidas que compõem o ajuste para sair do déficit de 0,5% do PIB (R$ 30,5 bilhões) no Orçamento de 2016 e a economia de R$ 34,4 bilhões.

Em seguida, a presidente ouviu ponderações de lideranças do Senado sobre as iniciativas do governo. Segundo relatos ao Broadcast, Dilma admitiu que não será tarefa fácil o pacote passar no Congresso. "Ela compreendeu bem. Ela tem noção clara das dificuldades que vamos enfrentar, e que não são pequenas. Foi conversa espontânea e sincera", afirmou o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS).

Não se discutiu no encontro a possibilidade de que a nova CPMF seja de 0,38% - e não de 0,20%, conforme a proposta que o governo apresentou. O aumento da alíquota poderia reforçar o caixa de governadores e prefeitos. Mas governistas avaliam que os governadores poderão apoiar a proposta se houver um aumento da alíquota especificamente para eles durante a tramitação do texto. 

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