Em retorno à ativa, Cabral recebe cumprimento de Dilma

No primeiro compromisso público depois de uma semana afastado do cargo, o governador do Rio, Sergio Cabral Filho (PMDB), recebeu um "cumprimento especial e fraterno" da presidente Dilma Rousseff. Ontem à noite, eles estiveram juntos na festa de comemoração dos 60 anos do jornal "O Dia", no Museu Histórico Nacional, centro do Rio.

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

27 de junho de 2011 | 23h25

Cabral tirou uma semana de licença após o acidente com helicóptero, no sul da Bahia, que matou sete pessoas, entre elas Mariana Noleto, namorada de um dos filhos do governador. O episódio expôs as relações próximas de Cabral com os empresários Eike Batista e Fernando Cavendish, o que provocou reação de adversários políticos do governador. Dilma fez questão de abrir o seu discurso citando Cabral, elogiado "pelo dinamismo e articulação para melhorar o Rio e pelo compromisso imenso com o povo mais pobre".

A presidente reiterou a erradicação da pobreza extrema como "compromisso moral e ético do governo". "Nosso potencial de crescimento não é o petróleo, o minério, a agricultura. São 190 milhões de brasileiros", discursou Dilma. O coordenador do grupo AfroReggae, José Junior, um dos homenageados na festa, também fez menção especial a Cabral. "Faço questão de dizer isso no momento difícil que ele está vivendo. Tenho orgulho de falar que esse cara é meu amigo", disse José Junior.

Discreto, Cabral fez um discurso curto em que lembrou o período em que ele e seu pai, o jornalista Sergio Cabral, escreveram no jornal "O Dia". Em seguida, brincou com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), citando o fato de haver mais mulheres do que homens no palco. "Vimos, Eduardo, que aqui somos minoria: 3 a 2." Além de Dilma, estavam no palco a ministra Helena Chagas (Comunicação) e a presidente do conselho de administração do grupo Ejesa (dono do jornal "O Dia"), Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos. Cabral disse que o bom momento do Rio de Janeiro deve atrair investimentos de cerca de R$ 100 bilhões nos próximos anos.

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