Luis Echeverria/Reuters
Luis Echeverria/Reuters

Em resposta a artigo, Ernesto Araújo chama FHC, Amorim e Ricupero de ‘paladinos da hipocrisia’

Ministro das Relações Exteriores critica texto publicado por ex-presidente e demais autores: ‘clichês globalistas’.

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2020 | 21h32

Em resposta a artigo publicado no Estado, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, criticou nesta sexta-feira, 8, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e os ex-chanceleres Celso Amorim e Rubens Ricupero. Eles foram chamados de “paladinos da hipocrisia” pelo atual chanceler, que também deu a entender que o trio defende “clichês globalistas”.

Os três foram autores, junto com Aloysio Nunes Ferreira, Celso Lafer, Francisco Rezek, José Serra e Hussein Kalout, de um texto crítico da orientação da política externa do Brasil, conduzida por Araújo. Todos já tiveram altos cargos de governo relacionados à área das Relações Exteriores.

“Se querem implementar de novo seus falidos projetos de política exterior para servir a um sistema de corrupção e atraso, muito bem. Apresentem esse projeto ao povo e disputem uma eleição. Não fiquem usando a Constituição como guardanapo para enxugar da boca a sua sede de poder”, declarou Araújo, em seu Twitter. 

No artigo, eles criticaram o voto brasileiro na ONU para que se ampliasse o embargo contra Cuba, a falta de apoio a questões relacionadas a discriminação por raça ou gênero e o “apoio a medidas coercitivas em países vizinhos”. 

“Além de transgredir a Constituição Federal, a atual orientação impõe ao País custos de difícil reparação como desmoronamento da credibilidade externa, perdas de mercados e fuga de investimentos”, escreveram. 

Araújo escreveu 12 tuítes para rebater o artigo e disse aplica “todos e cada um dos princípios constitucionais”.

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