Em resposta a aliado de Renan, relatores defendem cassação

Casagrande e Marisa se dizem 'tranqüilos' quanto ao documento pedindo a cassação do presidente do Senado

05 de setembro de 2007 | 12h36

Os relatores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande(PSB-ES) rebateram o senador Wellington Salgado (PMDB) e dizem estar "tranqüilos" quanto ao documento que elaboraram pedindo a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros(PMDB-AL). Salgado, aliado de Renan, disse não haver indícios de quebra de decoro por parte do presidente do Senado e tentou desqualificar o relatório durante a leitura de seu voto. Segundo ele, não há indícios para cassação apenas com base na amizade entre o lobista e o senador.  Veja também: Veja a cronologia do caso Renan Íntregra do relatório que pede a cassação de Renan  'Vamos ganhar... É ter calma', afirma Renan sobre cassaçãoAliado de Renan, Salgado não vê indícios para cassaçãoEntenda como tramitará o processo contra Renan  Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação Nova denúncia: Renan tem de explicar propinas   Depois de exatamente três meses de tramitação da representação do PSOL, Renan não conseguiu explicar suas ligações com o lobista da Mendes Júnior Cláudio Gontijo, que entregava à jornalista Mônica Veloso (com quem tem uma filha de três anos) dinheiro para custear suas despesas pessoais.  Marisa lembrou que em 2005 Renan apresentou emenda ao orçamento, no valor de R$ 2 milhões, para a construção de um porto em Alagoas, que beneficiaria a Mendes Júnior, e em 2006 o governo Lula editou medida provisória, destinando R$ 15 milhões para que a empreiteira pudesse completar a obra. "Usaram lobista, que tinha interesse, sim, na Mendes Junior. Se isso não é quebra de decoro, então não sei o que é", disse Marisa. "Nosso relatório é técnico, baseado em documentos de Renan", completou Casagrande. Marisa afirmou ainda que Renan faltou com a verdade e, em nenhum momento, provou que pagou pensão à jornalista.  Renan acompanha a reunião do conselho em seu gabinete e disse ao chegar ao Congresso: "Vamos ganhar. É ter calma".  Nesta quarta-feira ainda deverá ser realizada uma sessão extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para decidir se o processo será ou não admitido. Se for, na semana que vem irá a votação no plenário. E, neste caso, o voto dos senadores será secreto.  Além do processo votado nesta quarta-feira, Renan é alvo de outras duas representações. Uma delas, de iniciativa do PSOL, se refere a seu suposto lobby na Receita Federal e no INSS para favorecer a cervejaria Schincariol, após a empresa ter pago R$ 27 milhões pela fábrica de refrigerantes do deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), seu irmão. A outra, apresentada pelo DEM e pelo PSDB, pede que seja investigada a sociedade de Renan com o usineiro João Lyra na compra de um jornal diário e duas emissoras de rádio em Alagoas em nome de laranjas.

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