Em repouso, Itamar descarta renúncia

O governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), teve uma segunda crise de vesícula em menos de uma semana, segundo assessores, e passou o dia em repouso relativo no Palácio das Mangabeiras, residência oficial, onde recebeu apenas auxiliares mais próximos. O governador também estava bastante gripado e um tanto afônico, o que fez com que cancelasse a agenda do dia. Mesmo assim, Itamar divulgou nota para esclarecer que não pretende renunciar ao governo estadual. A hipótese foi levantada porque, conforme o estatuto do PMDB, eleito presidente da legenda, Itamar não poderia ocupar o cargo no Executivo, simultaneamente. Na nota, o governador informa que não renuncia, mas, sim, pede licença e afasta-se temporariamente do Palácio da Liberdade - deixando a administração por conta do vice Newton Cardoso (PMDB) -, caso venha mesmo a ser escolhido como comandante nacional do PMDB, na convenção marcada para 9 de setembro. "Cumpre esclarecer que a incompatibilidade prevista no estatuto do PMDB diz respeito tão-somente ao exercício concomitante dos dois cargos (governador e presidente da legenda)", diz. "Não há, portanto, como se cogitar qualquer hipótese de renuncia ao cargo de governador do Estado, o que só seria legalmente exigido em abril de 2002 para efeito de desincompatibilização eleitoral", acrescenta. Na prática, isso significa que Itamar só pensa em renunciar mesmo no ano que vem, quando pretende lançar-se oficialmente candidato à Presidência da República - seja pelo PMDB ou, caso haja dificuldades de impor seu nome à ala governista do partido, por outro partido. Em relação à segunda crise de vesícula do governador em seis dias - a primeira foi na noite de quarta-feira e fez com que Itamar fosse atendido às pressas em um hospital de Belo Horizonte -, a assessoria deu poucas informações. A única notícia era de que Itamar tomou medicamentos para controlar a dor e que vem fazendo exames para saber se precisa ou não se submeter a uma cirurgia.

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