André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Em rede social, Cunha diz que 'pauta-bomba' de reajuste do judiciário foi criada pelo Senado

Presidente da Câmara também afirmou que já defendeu publicamente a manutenção dos vetos e que não existe nenhuma articulação sua em sentido contrário; apreciação está prevista para esta terça-feira

O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2015 | 10h34

SÃO PAULO - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou sua conta pessoal na rede de microblogs Twitter para reiterar, nesta segunda-feira, 5, que "nunca é demais lembrar que a chamada pauta bomba do reajuste do Judiciário não foi criada pela Câmara e sim pelo Senado que votou unânime". Nos posts, o peemedebista diz também que já defendeu publicamente a manutenção dos vetos e "a Câmara estará à disposição para que se realize a apreciação no momento que quiserem". E frisou que não existe nenhuma articulação sua em sentido contrário.

A sessão de apreciação dos vetos da presidente no Congresso - que incluem aquele que trata sobre o reajuste dos servidores do Judiciário - está prevista para acontecer nesta terça-feira, 6. Na semana passada, a análise foi adiada pelo presidente da Casa Renan Calheiros (PMDB-AL). Na ocasião, a Câmara, presidida por Cunha, realizou sessões seguidas e, com isso, inviabilzou a discussão no Congresso.  

No Twitter, Cunha disse, mais uma vez, que num eventual processo de impeachment contra Dilma Rousseff (PT), caberá a ele aceitar ou rejeitar o pedido de instauração deste processo. "Se eu aceitar, instaura-se o processo. Se eu rejeitar, cabe recurso e se não houver recurso é arquivado. Não tenho qualquer outro papel que não seja esse. Os que falam gostariam que eu mantivesse na gaveta, e isso não ocorrerá. A minha obrigação é despachar", destacou. 


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