Filipe Araujo/AE
Filipe Araujo/AE

Em protesto, grupo distribui cartazes com endereço de legista da ditadura

Manifestantes percorreram bairro de SP onde viveria médico que teria atestado o suicídio do jornalista Vladimir Herzog, em 1975; ato quer pressionar atuação da Comissão da Verdade

Bruno Boghossian, do estadão.com.br

07 de abril de 2012 | 16h25

Cerca de 100 manifestantes fizeram um protesto em São Paulo neste sábado, 7, pela punição do médico legista Harry Shibata, acusado de ter forjado atestados de óbito para acobertar torturas e assassinatos no período da ditadura militar. O grupo pintou a palavra "assassino" no muro da casa em que ele supostamente vive, em Alto de Pinheiros, e distribuiu panfletos aos vizinhos indicando o endereço do imóvel.

Os manifestantes fizeram uma passeata pela região neste sábado, dedicado ao dia do médico legista, na região e colaram cartazes em que acusam Shibata de acobertar os crimes. Ele é apontado como o responsável por atestar o suicídio do jornalista Vladimir Herzog, que morreu em outubro de 1975 no DOI-Codi.

O grupo pede a apuração dos crimes da ditadura pela Comissão da Verdade e a punição de torturadores. Os manifestantes afirmavam ainda que pretendem "alertar" os vizinhos de Shibata sobre seu envolvimento com os crimes. "A grande chave da impunidade é que esses criminosos se passam por bons cidadãos sem que ninguém saiba o que fizeram", disse o produtor N.B., um dos organizadores do protesto. Não houve conflitos e a polícia não foi chamada. Shibata não se manifestou.

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