Em propaganda, Serra é citado por Alckmin, mas não aparece

Por parte da campanha do PT, Dilma aparece pedindo voto ao candidato do partido ao governo de SP, Aloízio Mercadante

Anne Warth e Elizabeth Lopes, de O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2010 | 14h21

SÃO PAULO - A parceria com o ex-governador e presidenciável tucano José Serra foi um dos focos da propaganda do horário eleitoral gratuito de Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre ao Palácio dos Bandeirantes nessas eleições. Apesar de Serra ter sido citado cinco vezes, em programas como Bom Prato, Dose Certa, Acessa São Paulo, ampliação das obras do Metrô e programa da casa própria para a população de baixa renda, não foi exibida nenhum depoimento de Serra, ao contrário do que ocorreu na propaganda de Aloizio Mercadante (PT), que explorou os depoimentos do presidente Lula e da presidenciável Dilma Rousseff (PT), líder nas pesquisas de intenção de voto. Até Paulo Skaf, candidato do PSB ao governo do Estado, trouxe depoimento de Dilma.

 

A propaganda do PSDB procurou mostrar os feitos do tucano quando administrou o Estado, destacando que Alckmin deu continuidade a programas implantados pelo falecido governador Mário Covas e que pretende inovar ainda mais. Um dos projetos nesse sentido é o programa Via Rápida, que pretende ajudar os jovens que estudam nas escolas técnicas a arrumar emprego. No fim da propaganda, foram exibidos os resultados da última pesquisa Datafolha de intenção de voto, que acena com a possibilidade de vitória de Alckmin já no primeiro turno.

 

O programa de Aloizio Mercadante (PT) voltou a contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu votos para o candidato. "Eu confio que Mercadante vai ser um governador de que o povo de São Paulo vai se orgulhar muito", disse Lula. A candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), também recomendou voto a Mercadante. "São Paulo tem hoje uma oportunidade histórica: eleger uma pessoa que, da mesma maneira que o presidente Lula, sabe que desenvolvimento econômico e social têm de andar juntos", afirmou Dilma. Também elogiaram o candidato o senador Eduardo Suplicy (PT) e os candidatos Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB).

 

Paulo Skaf (PSB) também exibiu imagens de Dilma em apoio a sua candidatura durante uma visita a uma escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). "Considero Skaf uma pessoa capacitada. Aqui em São Paulo eu tenho dois palanques: Skaf é um deles e outro é Mercadante", disse a candidata, elogiando o padrão de ensino da escola, que alia Ensino Médio e Profissionalizante. Skaf também apareceu no horário dos candidatos a senador do PSB, Moacyr Franco e Alexandre Serpa, e pediu votos a eles. Celso Russomanno (PP) prometeu melhorar o atendimento na saúde de forma a atender viciados em drogas, principalmente o crack. "Eu vou cuidar de vocês, porque são gente como eu", disse.

 

O candidato Fábio Feldmann (PV) pregou medidas para evitar as enchentes e os desabamentos e os problemas causados pelo aquecimento global. A candidata à Presidência Marina Silva (PV), voltou a aparecer pedindo votos para Feldman. Paulo Búfalo (PSOL) defendeu o voto no PSOL pela "coerência" e exibiu imagens de membros do partido como Heloísa Helena, Jose Nery, Chico Alencar, Luciana Genro e Ivan Valente. Luiz Carlos Prates, o Mancha (PSTU), criticou as privatizações de estatais e defendeu o fim das concessões de estradas estaduais como forma de diminuir o valor dos pedágios. Igor Grabois (PCB) criticou as ações de educação do governo do PSDB no Estado. Anaí Caproni (PCO) disse ser contra a privatização dos Correios.

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