REUTERS/Ueslei Marcelino
REUTERS/Ueslei Marcelino

Em pronunciamento, Temer deve focar em 'problemas' deixados por Dilma na economia

Expressão “herança maldita” tem sido evitada; ideia é apontar os 'buracos' deixados pelo governo do PT

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

15 Junho 2016 | 12h45

Em reunião realizada na noite desta terça-feira, 14, o presidente em exercício, Michel Temer, foi orientado por lideranças do governo e do PMDB no Congresso para ressaltar em pronunciamento à Nação problemas deixado pelo governo Dilma na área da economia.

A expressão “herança maldita” tem sido evitada por auxiliares de Temer, mas a ideia é apontar os “buracos” deixados pelo governo do PT principalmente em áreas de infraestrutura.

Segundo relatos, a equipe de Temer deve fazer um levantamento até o final desta semana sobre a situação de entrega das unidades do Minha Casa Minha Vida, do andamento das obras voltadas para o transporte público, como Metro e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que têm participação do governo federal. Além disso, também será feito um raio X nos recursos disponíveis no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

“A orientação é levantar tudo e mostrar o que eles deixaram para nós, que é algo insustentável”, afirmou ao Estado um integrante da cúpula do PMDB, que esteve reunido com Temer na noite de ontem.

A previsão inicial é que Temer faça o pronunciamento à Nação, em cadeia nacional de rádio e TV, nesta sexta (17) ou na próxima segunda (20). A definição da data vai depender do tempo que os auxiliares levarão para computar os dados do governo Dilma.

Teto. O presidente em exercício participou nesta quarta, 15, de reunião com líderes da base aliada do Congresso ocasião em que foi apresentada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o limite dos gastos públicos. Também participaram do encontro, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, do Planejamento, Dyogo Oliveira, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

Conforme adiantou o Estado nesta terça, o prazo de vigência da nova regra será de 20 anos com a possibilidade de revisão a partir do 10 ano. Para ser conseguir atingir a meta estabelecida os valores mínimos dos gastos com saúde e educação da União passarão a ser corrigidos pela variação da inflação do ano anterior e não mais pela receita.

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