Em posse de presidentes de bancos, Temer vai fazer discurso sobre combate à corrupção

A nomes influentes, presidente quer reafirmar compromisso com Lava Jato e sinalizar importância de ambiente econômico favorável

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2016 | 08h11

BRASÍLIA - O presidente em exercício Michel Temer quer transformar em um acontecimento político a cerimônia de posse dos novos titulares do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Petrobras e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A solenidade está marcada para às 9h30 desta quarta-feira, 1º, no Palácio do Planalto.

Temer quer aproveitar a oportunidade para fazer, à nata política e econômica convidada para o evento, mais um forte discurso no qual pretende reafirmar o compromisso com o combate à corrupção, apoio à Operação Lava Jato e sinalizar para o mercado a importância de se criar um ambiente econômico favorável para tirar o País da crise.

Na manhã de terça-feira, 31, o Planalto teve de apagar um incêndio junto ao PP, partido que vai comandar a Caixa Econômica. A nomeação do ex-ministro das Cidades do governo Dilma Gilberto Occhi para a CEF já havia sido acertada e fechada com o Planalto e dependia apenas da publicação em Diário Oficial. 

Só que, nesta terça-feira, o Diário Oficial da União trouxe apenas a nomeação de Paulo Caffarelli para a presidência do Banco do Brasil, o que gerou uma certa tensão no partido. A preocupação foi desfeita no almoço de Michel Temer com líderes da base, quando o presidente avisou aos pepistas que Occhi tomaria posse nesta quarta-feira, em cerimônia no Planalto.

Além de Occhi e Caffarelli, tomam posse também Maria Sílvia Bastos Marques, no BNDES, Pedro Parente, na Petrobras e Ernesto Lozardo, no Ipea. 

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