ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO

Em posse de Baldy, Temer ressalta ‘semipresidencialismo’

Presidente diz que busca ‘unidade absoluta’ com Câmara e Senado para garantir a aprovação da reforma da Previdência

Tânia Monteiro, Carla Araújo e Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2017 | 01h28

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira, 22, que governa em um regime “quase” semipresidencialista. Ao dar posse ao novo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, no Palácio do Planalto, ele disse ainda que busca, em uma parceria com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), uma “unidade absoluta” para garantir, em especial, a aprovação da reforma da Previdência.

“Embora o presidencialismo seja o mesmo, demos uma nova significação e uma nova coloração ao presidencialismo”, disse Temer. “No nosso governo, a Câmara deixou de ser um apêndice, para ser parceira do governo”, afirmou. “É quase um semipresidencialismo, e tem dado certo.”

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Em discurso de sete minutos, o presidente voltou a cobrar apoio de Maia, para que as mudanças nas regras previdenciárias avancem na Câmara. O presidente disse que Maia tem sido um parceiro “fundamental” para o “sucesso” do governo, assim como Eunício. “Esse entrosamento entre Congresso e Executivo está por trás dos atos exitosos que vêm sendo verificados nesse período”, disse, numa referência a projetos do governo aprovados na Câmara e no Senado.

Indicação. Temer também falou da indicação do nome de Baldy, que assume Cidades no lugar do tucano Bruno Araújo, por Maia. “A primeira pessoa que me lembrou de seu nome foi Rodrigo Maia”, disse Temer. Antes, o presidente causou risos ao observar que Baldy, ex-secretário de Indústria e Comércio do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), teve experiência como jogador do Goiás Esporte Clube, clube da segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

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Em seu discurso, Maia disse que está empenhado na reforma da Previdência. “Não vamos fugir de nossa responsabilidade”, disse. “A reforma da Previdência não interessa ao governo, mas aos brasileiros mais pobres”, ressaltou. “O maior programa de transferência de renda não é o Bolsa Família, mas a Previdência, em que os pobres financiam os ricos.”

No discurso de despedida, Bruno Araújo disse que volta à Câmara para defender a reforma da Previdência. Ele, no entanto, avisou que o PSDB está voltado para a “busca” de um “líder” para governar o País a partir de 2019. 

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Baldy, por sua vez, usou boa parte de seu discurso para agradecer a presença do governador Marconi Perillo, seu padrinho político. Uma claque que se deslocou de Anápolis e Goiânia estava no Salão Oeste do Planalto para dar os aplausos.

A posse de Baldy teve a presença de 13 ministros de Temer, incluindo o da Fazenda, Henrique Meirelles, da Agricultura, Blairo Maggi, e da Casa Civil, Eliseu Padilha.

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