Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Em Porto Alegre, Brigada Militar vê 100 mil manifestantes, organizadores falam em 60 mil

Capital gaúcha teve atos contra a presidente e também um 'coxinhaço' pró-Dilma

Gabriela Lara, correspondente, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2015 | 17h42

Porto Alegre - O protesto contra o governo de Dilma Rousseff reúne cerca de 100 mil pessoas em Porto Alegre, na tarde deste domingo, segundo nova estimativa da Brigada Militar. O número é inclusive maior do que o informado pelos organizadores, que estimam 60 mil manifestantes.

Há pouco, os organizadores do ato a favor do impeachment de Dilma atenderam à recomendação da Brigada Militar e desistiram de entrar no parque da Redenção, para evitar um possível enfrentamento com um grupo que desde o início da manhã fazia um ato no local em defesa do governo petista. "Não queremos que pareça que estamos provocando", disse Fábio Ostermann, um dos organizadores.

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Denominado de "coxinhaço", o evento pró-Dilma reuniu centenas de pessoas para ironizar os protestos que pedem a saída da petista do poder. Pedaços de coxinhas de galinha foram preparados em churrasqueiras portáteis e vendidos ao público que passava pela Redenção. Os participantes exaltaram a democracia e manifestaram apoio a Dilma e ao PT. 

A previsão era que o evento "coxinhaço" terminasse antes de a caminhada organizada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) chegasse à Redenção, mas alguns participantes permaneceram no local e houve um bate-boca com os primeiros do grupo anti-Dilma que chegaram. Isso motivou a mudança de planos, e a multidão seguiu a caminhada de volta para o parque Moinhos de Vento, de onde saiu por volta das 15h30.

A mudança chegou a provocar uma dispersão porque alguns manifestantes que estavam na passeata entraram na Redenção antes de ouvir as novas diretrizes dos organizadores. Depois, porém, a maior parte dos participantes se reagrupou e rumou para o parque Moinhos de Vento.

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