Em plenário, ACM Neto pede salário mínimo de R$ 560

O líder do DEM na Câmara, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), fez hoje, em plenário, a defesa do reajuste do salário mínimo para R$ 560, afirmando que o governo atual "se nega a oferecer um centavo sequer de ganho do salário mínimo para o trabalhador brasileiro". "Essa Casa saberá reconhecer que o caminho é olhar para a voz das ruas", disse ACM Neto, defendendo o reajuste para R$ 560, ante o valor de R$ 545 proposto pelo governo.

SANDRA MANFRINI, Agência Estado

15 de fevereiro de 2011 | 17h47

O líder do DEM informou que o partido está apresentando emenda propondo o valor de R$ 560. "Estamos pedindo R$ 15, somente R$ 15 a mais por mês para cada um dos 49 milhões de brasileiros que dependem do salário mínimo", afirmou.

ACM Neto ainda aproveitou a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, à reunião da Comissão Geral que discute o reajuste para rebater as afirmações do governo de que há uma política de valorização do salário mínimo. "Reposição é colocar aquilo que a inflação levou do salário do trabalhador. Outra coisa é valorização. O ministro Mantega iniciou seu discurso falando de valorização. Pergunto: onde está a valorização? O governo esqueceu de valorizar", disse.

O líder também fez três perguntas às centrais sindicais: "Como ficam os compromissos que Dilma (Rousseff) assumiu na campanha de 2010? Como as centrais se sentiram ao tomarem um pito do presidente Lula, que na sua última viagem ao exterior fez questão de tentar enquadrar as centrais? Como vocês reagem à afirmação do governo de que estão descumprindo acordo que foi assinado?", questionou ACM Neto.

Ele ainda criticou o acordo feito entre governo e centrais, que chamou de protocolo de intenções. "Um protocolo que não tem a aquiescência dessa Casa. Para mim, o protocolo não passa de uma carta de boas intenções", afirmou.

O líder finalizou defendendo que o mínimo de R$ 560 é compatível com o Orçamento da União. "Basta cortar algumas despesas inúteis, para não falar na subavaliação das receitas". ACM Neto cobrou ainda de Mantega o detalhamento do governo sobre o corte orçamentário de R$ 50 bilhões já anunciado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.