Em Pernambuco, Carlos Wilson não resiste a câncer

Deputado e ex-presidente da Infraero estava doente havia mais de 4 anos

Angela Lacerda, O Estadao de S.Paulo

13 de abril de 2009 | 00h00

Ex-governador de Pernambuco, ex-senador, ex-secretário de Irrigação Nacional no governo Itamar Franco e ex-presidente da Infraero no primeiro governo Lula, o deputado federal Carlos Wilson Campos (PT-PE) morreu às 22h20 de sábado, aos 59 anos, no hospital onde se encontrava internado havia cerca de 20 dias, em Recife. Ele lutou durante quatro anos e meio contra um câncer.Seu corpo foi velado no Palácio do Campo das Princesas, com o caixão coberto pelas bandeiras do Brasil, de Pernambuco e do clube de futebol de sua paixão, o Náutico. "Ele descansou", resumiu seu irmão, o deputado estadual André Campos (PT), referindo-se à luta contra a doença.Amigos, políticos e familiares destacaram o espírito conciliador de Carlos Wilson. "Ele sempre procurava unir e ver o lado bom das pessoas", disse o governador Eduardo Campos.Carlos Wilson iniciou sua trajetória política aos 23 anos, quando foi eleito, pela Arena, o mais jovem deputado federal do País. Foi reeleito para outros dois mandatos na Câmara - ainda pela Arena, em 1978 e pelo PMDB, em 1982.Mais tarde passaria por PSB, PSDB, PTB e, finalmente, PT. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que rompeu com Carlos Wilson depois de anos de amizade e militância e fez as pazes em 2005, afirmou, em nota, que "a amizade era o seu maior patrimônio" e que "sua luta pela vida foi um exemplo de coragem e determinação para todos".Casado pela segunda vez, com Maria Helena Brennand, ele deixou três filhos do primeiro casamento - Rodrigo, Marcela e Camila - e dois netos.INELEGÍVELA substituição de Carlos Wilson na Câmara pode causar polêmica. O primeiro suplente da vaga é Charles Lucena (PTB), que foi punido pela Justiça Eleitoral em 2006 e não pode se candidatar a nenhum cargo até outubro deste ano.A punição dele, assim como de sua mãe, Malba Lucena (candidata derrotada a uma cadeira na Assembleia Legislativa), ocorreu por terem utilizado de forma indevida, na campanha, a imagem de uma entidade de direito público. Mesmo assim, o Tribunal Regional Eleitoral diplomou Lucena, que teve 22 mil votos, como primeiro suplente, na coligação com o PT. Lucena, que tem 41 anos e já foi vereador, segue hoje para Brasília, convicto de que irá assumir a vaga. O segundo suplente é Gilvan Costa, também do PTB.

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