Em Paris desde o sábado, Serra inicia compromissos para acelerar negociações comerciais

Ministro das Relações Exteriores está na capital francesa para participar na quarta e quinta-feira da reunião ministerial da OCDE

Andrei Netto, CORRESPONDENTE , O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2016 | 07h18

PARIS - Um dia e meio após chegar a Paris, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, inicia na tarde desta segunda-feira, 30, a agenda de sua primeira visita oficial como chefe da diplomacia à França. A principal atividade do chanceler só acontecerá na quarta-feira, quando ele participará da reunião ministerial da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) - da qual o Brasil é país convidado, mas não membro efetivo.

Serra chegou a Paris na noite de sábado, 28, segundo informações da embaixada brasileira em Paris. No domingo, 29, não teve nenhum compromisso oficial. Na manhã dessa segunda-feira, também não teve atividades. À tarde, terá uma "reunião de trabalho sobre a reunião do Conselho de Ministros da OCDE", na própria embaixada do Brasil na capital francesa. 

O segundo compromisso divulgado acontece apenas às 18h de terça-feira, 31, quando o chanceler do governo interino estará entre os convidados da recepção oferecida pelo presidente da França, François Hollande, em homenagem à Semana da América Latina, que está em curso na capital.

Segundo a assessoria de Serra, uma agenda de reuniões bilaterais ainda deve ser confirmada hoje, mas até o meio dia, horário de Paris - 7h de Brasília -, a programação não havia sido divulgada. 

Até então, Serra não falou aos jornalistas brasileiros. Antes de deixar o Brasil, o chanceler informou que teria uma "pesada agenda" de contatos bilaterais para tentar destravar as negociações comerciais. 

O foco da diplomacia está nas tratativas para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Os dois blocos trocaram propostas, mas a oferta europeia foi considerada insatisfatória. "Ao contrário do que se imagina, o obstáculo a esse acordo não é o Mercosul. É a União Europeia, que não quer abrir mercado aos produtos agrícolas", argumentou. "A União Europeia está em falta conosco, porque ficou de apresentar oferta para alguns produtos e não apresentou."

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