Luciano Spinelli
Luciano Spinelli

Em Paris, manifestação tem adesão de 20 brasileiros

Protesto realizado no auge da época de férias na Europa resultou em baixíssima mobilização, reduzindo ainda mais o público das reuniões de março e abril

Andrei Netto, correspondente de O Estado de S. Paulo

16 de agosto de 2015 | 12h35

PARIS - Menos de 20 pessoas. Esse foi o público presente na manifestação realizada às 16h deste domingo, horário local, em frente à embaixada do Brasil em Paris, na França. O grupo que aderiu não pertence a nenhum dos movimentos que organizaram os protestos em território brasileiro, não conta com políticos, nem celebridades. Mas ainda assim fez questão de deixar registrado seu desejo de "Fora Dilma".

Com gritos de ordem como "Dilma pode esperar a tua hora vai chegar" e "Lula pode esperar, Sérgio moro vai te pegar" e cartazes que evocavam o impeachment, o grupo não se constrangeu com a baixa mobilização e expôs sua inconformidade com os casos de corrupção e com a situação econômica do Brasil.

Empunhando um cartaz no qual se lia "A minha indignação não cabe aqui. Fora Dilma", a aposentada Marcia Helena Do Val fez questão de comparecer à embaixada, mesmo que estivesse a turismo em Paris. "O motivo pelo qual eu vim é pedir o impeachment. Esse é o resumo de tudo o que a gente quer", justificou. "Estou em férias, mas fiz questão de comparecer porque estive em todas as outras manifestações no Brasil. Isso tem de acabar, é muita falcatrua, muita corrupção. Desanima muito. Ninguém aguenta mais."

Razões semelhantes levaram Hildete de Moraes Vodopives, doutoranda em História Econômica em Paris, a participar do protesto. De chegada do Japão, onde participou de um congresso, ela disse não se importar com o número de manifestantes e se dizia pronta a fazer até um protesto solitário, se tivesse sido necessário. "Como cidadão, a gente tem obrigação de participar. Os políticos somos nós quem colocamos nos seus cargos. Então temos de cobrar que eles tenham uma conduta profissional e honesta", argumentou. "Quero fazer o meu papel. Vivemos em uma república, em que todo mundo precisa se submeter à 

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