IGOR COELHO/AGÊNCIA I7
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Em Parelheiros, tradicional reduto petista, eleitores estão divididos

Escândalos de corrupção envolvendo a legenda na esfera nacional e queixas na área da saúde na região têm motivado os moradores a votar em candidatos de outras siglas

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2016 | 12h16

No distrito de Parelheiros, na zona sul da capital, um dos tradicionais redutos do Partido dos Trabalhadores (PT), os eleitores estão divididos sobre os candidatos a prefeito. Escândalos de corrupção envolvendo a legenda na esfera nacional e queixas na área da saúde na região têm motivado os moradores a votar em candidatos de outras siglas. 

Na porta da Escola Estadual João Saraiva, local com o maior número de votantes da zona eleitoral de Parelheiros, a encarregada de limpeza Maria Cecília Alves, de 51 anos, ainda estava tinha dúvidas sobre o candidato em que votaria. "Só vou saber quando estiver na frente da urna. Hoje a gente já perdeu a fé no voto. Voto porque preciso votar", diz. 

Mesmo sem ter decidido, Maria estava inclinada a votar na candidata Marta Suplicy (PMDB). "Todas as amigas com quem encontro falam muito bem dela. Acho que vou votar na Marta", afirma. 

Eleitor de Fernando Haddad (PT) em 2012, quando o prefeito venceu José Serra (PSDB) no segundo turno, o porteiro Vicente Brás, de 53 anos, não votou no petista desta vez. "Votei 45 (números do candidato tucano João Doria). Essa roubalheira do PT me decepcionou. A saúde está péssima. Vamos ver se o Doria promete fazer o que está dizendo. Ele não é político, é empresário", diz.

Na 381.ª zona eleitoral, são 54 locais de votação. A E.E. João Saraiva é a escola com o maior número de eleitores: 7,5 mil.

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