Em NY, Dilma diz que Brasil tem freio para controlar a economia

Pré-candidata petista ao Planalto rebateu avaliação de que crescimento pode ser insustentável

Camila Viegas-Lee, BBC

21 Maio 2010 | 19h42

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira, 21, em Nova York que o Brasil "tem freio" para controlar a economia.

 

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"Um carro desenfreado não tem freio, o nosso (país) tem. Ele tem US$ 250 milhões de reservas acumuladas. Um carro desenfreado não tem uma trajetória fiscal que nós temos", afirmou, rebatendo críticas da revista The Economist.

 

Em um artigo divulgado na quinta-feira, 20, a conceituada publicação britânica disse que o ritmo de crescimento da economia brasileira pode se tornar insustentável.

 

Lula 'motorista'

 

Falando depois de participar de um evento organizado pela BM&F/Bovespa na cidade americana, Dilma elogiou de forma velada o presidente Lula pela condução da política econômica.

 

"Um carro desenfreado não tem o controle da inflação que nós temos. E mais, um carro desenfreado não tem um motorista que é capaz, num ano eleitoral, de subir o juro na contracorrente dos governos anteriores em que se esperava passar as eleições para dar as más notícias."

 

A candidata destacou o carisma do presidente e disse que quem quer que venha a substituí-lo no Palácio do Planalto terá dificuldade em superá-lo nesse quesito.

 

"Você combina um homem extremamente carismático a uma economia em crescimento. Qualquer pessoa que chegar agora para dirigir o Brasil, do ponto de vista carismático, não se comparará com o presidente Lula porque ele é especial não só no Brasil, mas no mundo."

 

Dilma disse também que o fato de ela ser mulher será uma "vantagem" nas eleições de outubro.

 

"O Brasil está preparado para ter uma mulher dirigindo o país", disse a pré-candidata. "A principal característica da mulher é cuidar e é isso que eu pretendo fazer no Brasil. Cuidar."

 

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