Em NY, Alckmin defende redução dos juros

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu a redução das taxas de juros pelo Copom na reunião marcada para a semana que vem. "Entendo que vivemos um cenário que já possibilita essa redução dos juros. É correto em momentos de risco inflacionário e ataque especulativo à moeda utilizar uma política monetária forte, mas a situação macroeconômica hoje melhorou, com uma inflação em queda, o risco-País que já caiu bastante e as reformas estão caminhando bem", afirmou Alckmin, após palestra na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.Alckmin encerrou sua visita aos Estados Unidos em Nova York, vindo de encontros no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Mundial (Bird), onde foi conseguir apoio financeiro aos projetos de investimentos do Estado, em particular para a construção da Linha 4 do Metrô. Em Nova York, falando a analistas, executivos financeiros e empresários, o governador paulista disse acreditar que a forte desaceleração econômica observada recentemente deverá ser transitória. "Tenho confiança de que haverá uma retomada do crescimento porque os indicadores macroeconômicos melhoraram. Com a possibilidade de redução das taxas de juros, as perspectivas são positivas", afirmou Alckmin. "E as reformas da previdência social e tributária vão ajudar a gerar um ciclo virtuoso", disse.Alckmin acredita que a retomada da atividade econômica poderá acontecer no segundo semestre deste ano. Contudo, ele admitiu que São Paulo, cuja economia depende praticamente da arrecadação de ICMS, fica mais vulnerável em razão do desempenho da economia. "É uma fragilidade, pois não vivemos de repasses federais", disse. Segundo o secretário de Planejamento do Estado de São Paulo, Andrea Calabi, o impacto da queda da atividade econômica recente é preocupante em termos de arrecadação de ICMS. "Temos tido queda de arrecadação relativamente às projeções orçamentárias, entre R$ 40 milhões e R$ 60 milhões mensais nos últimos três meses, para uma arrecadação total da ordem de R$ 2,4 bilhões. Em termos nominais, vamos fechar o ano com um crescimento da arrecadação, porém haverá uma queda em termos reais", explicou Calabi. Ele estima uma arrecadação neste ano de R$ 29,5 bilhões de ICMS da parte do Estado.

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