Em Nova York, Dilma diz ser a favor da Ficha Limpa

Lei aprovada pelo Congresso impede a candidatura de políticos condenados em segunda instância

21 Maio 2010 | 00h52

  

 

 

Em entrevista concedida em Nova York, a pré-candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou que está satisfeita com a aprovação da chamada lei Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenados em segunda instância.

 

"Acho muito importante ter sido aprovado, sobretudo se puder viger para a eleição de 2010", disse. "Isso vai tornar uma realidade o fato de que nós teremos a partir de agora um quadro mais selecionado de políticos."

 

A pré-candidata está em Nova York onde participou da cerimônia do prêmio Personalidade do Ano de 2010, entregue pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e ao presidente global da GE, Jeff Immelt.

 

Rousseff jantou ao lado de empresários como o presidente da Vale, Roger Agnelli, presidente do banco Itaú, Roberto Setúbal, presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, de políticos como o deputado Michel Temer, o ex-presidente José Sarney, o deputado federal e coordenador da campanha de Rousseff, Antônio Palloci, ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy e o artista plástico Romero Britto.

 

A candidata chegou na quinta-feira de manhã e passou a tarde no hotel Four Seasons, onde está hospedada. Nesta sexta-feira, Rousseff vai falar a investidores num evento organizado pelo BM&F Bovespa.

 

Carta

 

O presidente Luis Inácio Lula da Silva não compareceu ao evento, mas enviou uma carta, lida pelo embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Mauro Vieira.

 

Na carta, Lula afirmou que o prêmio ao presidente do Banco Central "é um reconhecimento de que a política econômica atual é um patrimônio da sociedade brasileira. Temos estabilidade econômica, criação de empregos e justiça social".

 

Em seu discurso, Henrique Meirelles agradeceu à equipe do Banco Central, à liderança e apoio de Rousseff e pelo voto de confiança do presidente Lula.

"O Brasil está num momento de transformação histórica", disse o presidente do Banco Central. "De ser o país do futuro, o Brasil é hoje um país futurista", acrescentou.

 

"O mundo está uma bagunça, não assista a TV amanhã", disse o presidente global da GE, Jeff Immelt, em seu discurso de agradecimento.

 

"O que aprendemos é que a liderança ética importa, que os países que obterão mais sucesso são os que fabricam produtos e são inovadores e que governo e empresariado devem trabalhar juntos - vocês não são inimigos, são parceiros", afirmou

Mais conteúdo sobre:
Dilma ficha limpa

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.