Em nota, Renan rebate acusações de suposto sócio

Mais cedo, João Lyra também divulgou carta na qual chamou o presidente do Senado de 'hipócrita'

Agência Senado

16 de agosto de 2007 | 15h32

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, divulgou uma nota à imprensa rebatendo as acusações que o usineiro João Lyra, seu adversário político no estado, fez em carta aberta publicada na imprensa. Renan acredita que o motivo dos ataques, segundo a nota, é "um triste retrato da mentira e da hipocrisia". Reafirma que Lyra é acusado de crimes pela Justiça, e não por ele. E destaca: "Nada temo, nada devo, não respondo por crime algum".    Veja também: Em carta, Lyra se defende e ataca caráter de Renan Cronologia do caso Renan    Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação Veja especial sobre o caso Renan  Leia a íntegra da nota de Renan:   A Carta aberta do ex-deputado federal João Lyra é um triste retrato da mentira e da hipocrisia. É, também, a mais expressiva demonstração do ressentimento de quem me atribui responsabilidade pela acachapante derrota nas eleições para o governo de Alagoas, caracterizando, de uma vez por todas, a existência de uma questão política local levada para o lado pessoal.  Recebi João Lyra, deputado federal, em meus gabinetes, assim como recebi toda a bancada de Alagoas, sem exceção. Na interinidade da Presidência da República, atendi a seus insistentes apelos para tirar uma fotografia comigo, quando implorava pelo meu apoio para sua candidatura a governador.  Só estivemos juntos em palanque nas eleições de 1986, há, portanto, 21 anos, quando ainda não havia indícios, senão certeza, de que João Lyra era de fato um fora da lei. Para o governo de Alagoas apoiei o meu honrado e fraterno amigo, o então Senador Teotonio Vilela. Derrotado repetidamente nas eleições majoritárias que disputou, João Lyra passou a me atacar diariamente. Basta ver as 60 últimas edições do jornal de sua propriedade, agora nas mãos de um laranja.  O povo de Alagoas rejeitou o nome de João Lyra para governar o Estado. Quem o acusou de crimes não fui eu e sim a Justiça Pública. Escapou, até agora, pelo artifício da prescrição. E ameaçou o Juiz Marcelo Tadeu de morte. O pedido de proteção desse correto magistrado alagoano aos órgãos competentes fala por si só. O Procurador-geral da República mandou apurar esses fatos.  Há 80 dias venho sofrendo uma devassa em minha vida. Meus sigilos fiscais e bancários estão abertos desde maio, por minha iniciativa. Pedi ao Ministério Público, foi iniciativa minha, para me investigar, a fim de que pudesse me defender das maledicências perante o Supremo Tribunal Federal. Nada devo. Nada temo. Não respondo por crime algum.  Mas João Lyra dirá suas mentiras requentadas em depoimento que prestará, de forma unilateral e protegido por um séquito de bajuladores, caracterizando a questão local que quer transportar para o plano nacional. Se ele apresentasse o texto integral do documento que entregou à Revista Veja e abrisse os seus sigilos bancários e fiscais, como eu fiz espontaneamente, e comparecesse ao Conselho de Ética para ser inquirido como os demais, estaria desvendada trama que armou contra mim.  Senador Renan Calheiros 

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