Em nota, PMDB diz que prioridade é manter Temer como vice de Dilma

Partido também refuta especulações de que ele saia candidato ao governo em 2014

Daiene Cardoso, Agência Estado

19 de fevereiro de 2013 | 14h25

SÃO PAULO - Em nota divulgada nesta terça-feira, 19, o PMDB paulista refutou as especulações sobre a política de alianças do partido e uma possível candidatura do vice-presidente da República, Michel Temer, ao governo de São Paulo em 2014. "A prioridade do PMDB de São Paulo é a manutenção da aliança vitoriosa constituída pela chapa Dilma-Temer para presidente e vice-presidente da República nas eleições de 2014", destacou a nota.

A legenda ressaltou ainda que decidiu, de forma "irrevogável", que terá candidato próprio à disputa da sucessão do governador Geraldo Alckmin (PSDB), uma vez que se consolidou nas últimas eleições municipais como a "terceira força em São Paulo".

"O vice-presidente Michel Temer já descartou qualquer possibilidade de disputar o governo do Estado e especulações nesse sentido são consideradas desrespeitosas ao nosso partido, que possui quadros altamente qualificados, um dos quais, no momento apropriado, será escolhido nosso candidato a governador", enfatizou o partido. Entre os peemedebistas cotados para a disputa estão o deputado federal Gabriel Chalita e o atual presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Assinada pela Comissão Executiva Estadual, a nota disse também que, à exemplo da direção nacional, o diretório estadual não será "refém de decisões de outras siglas partidárias". O texto rebate os comentários de alguns dirigentes do PT que defendem a candidatura de Temer em São Paulo, o que poderia liberar o posto de vice na chapa da presidente Dilma Rousseff em 2014 para o PSB do governador pernambucano Eduardo Campos.

Em um recado direto aos defensores da composição Dilma-Campos para reeleição presidencial e Temer em São Paulo, os peemedebistas afirmam que só o vice-presidente e a Comissão Executiva Estadual estão credenciados para falar pela sigla. "Quaisquer contatos isolados de membros do partido com líderes de outras legendas devem ser considerados expressões naturais de convivência democrática entre políticos, sem que opiniões meramente pessoais sejam tomadas por manifestações partidárias", disse a nota.

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