Em nota, João Paulo Cunha diz que pena é 'injusta' e 'equivocada'

Deputado federal afirmou também que vai recorrer quanto à decisão do STF

O Estado de S. Paulo,

28 de novembro de 2012 | 20h22

SÃO PAULO - Logo após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha (PT) divulgou nesta quarta-feira, 28, uma nota em que avalia como "injusta e juridicamente equivocada" a pena de 9 anos e 4 meses de prisão impetrada pelos ministros da Corte. Ele foi condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Cunha escreveu que pedirá revisão da pena ao STF, solicitando que sejam levadas em conta "prioritariamente as provas contidas nos autos do processo".

"Considero injusta e juridicamente equivocada a sentença severa determinada a meu caso, pela maioria do STF, na Ação Penal 470. Solicitarei à Suprema Corte Brasileira que faça uma nova análise, isenta, sem os holofotes interferentes e levando em conta prioritariamente as provas contidas nos autos do processo", afirmou em nota.

Leia a íntegra da nota:

No fim a verdade prevalecerá

Considero injusta e juridicamente equivocada a sentença severa determinada a meu caso, pela maioria do STF, na Ação Penal 470. Conforme já informou meu advogado, vou recorrer da decisão, apresentando os devidos embargos declaratórios e infringentes.

Solicitarei à Suprema Corte Brasileira que faça uma nova análise, isenta, sem os holofotes interferentes e levando em conta prioritariamente as provas contidas nos autos do processo. Deste modo estaremos reafirmando a plena vigência do Estado Democrático de Direito em nosso país.

Aliás, muitas vezes o relator conduziu contra as provas! Sua apresentação, além de usar tautologicamente um roteiro construído por ele, confunde os ministros e a sociedade com informações distorcidas e embaralhadas.

Estou convicto que esse novo exame por parte do STF haverá de comprovar minha inocência, em perfeita sintonia com os inúmeros testemunhos, documentos e provas que estão anexadas ao processo.

Aprendi nestes mais de trinta anos à frente de um mandato parlamentar democrático, popular e transparente, que a verdade, mesmo que tarde, sempre prevalece, quando se luta em defesa da democracia e dos injustiçados.

Por isso, em respeito aos mais de 255 mil eleitores que me elegeram como o Deputado Federal mais votado do PT no Estado de São Paulo, vou continuar lutando para provar a minha inocência.

Brasília, 28 de novembro de 2012.

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