Em nota, Gabrielli diz não ser responsável por prejuízos com Pasadena

Conselho da empresa pediu que Ministério Público abra ação civil contra o ex-presidente da estatal e outros 15 funcionários supostamente envolvidos na compra da refinaria

Fernanda Nunes, Agência Estado

18 de novembro de 2014 | 17h29

RIO - O ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, negou nesta terça-feira, 18, que o Conselho de Administração da estatal tenha responsabilizado ele e outros ex-diretores da empresa por prejuízos decorrentes da compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

O posicionamento do ex-presidente é uma resposta ao encaminhamento feito pelo conselho ao Ministério Público noticiado pelo jornal O Globo, no qual pedia abertura de ação civil contra 15 funcionários e ex-funcionários da estatal, entre eles o próprio Gabrielli. Em nota de esclarecimento enviada por sua assessoria de imprensa, Gabrielli , afirmou não ser "verdadeira a informação de que o conselho decidiu abrir processo judicial contra ele, em decorrência da compra da refinaria de Pasadena". Gabrielli presidiu empresa de 2005 a 2012.

A assessoria de Gabrielli disse que ele entrou em contato com a atual direção da Petrobrás para tomar conhecimento do que foi decidido na reunião do Conselho de Administração da empresa, na última sexta-feira. Segundo fonte ouvida pelo Broadcast, auditoria interna concluiu que Gabrielli e os ex-diretores Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, foram responsabilizados por prejuízos com a compra de Pasadena. A informação teria sido analisada pelo Conselho de Administração da companhia, na última reunião.

Segundo Gabrielli, a decisão do Conselho de Administração não foi responsabilizá-lo, entre outros ex-funcionários, mas aguardar a conclusão de investigações da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU). Apenas depois do parecer das duas instituições, a Petrobrás tomará qualquer medida, segundo o ex-presidente da Petrobrás. 

"Ainda não fui comunicado formalmente pela Petrobrás a respeito das conclusões da comissão interna em relação à minha atuação no processo de compra de Pasadena. Estou no aguardo das informações", afirmou Gabrielli, em nota oficial. 

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