Em nota, empresa alega ''perplexidade''

Texto rebate acusações e aponta dificuldades para acesso ao inquérito

Anne Warth e Fausto Macedo, O Estadao de S.Paulo

26 de março de 2009 | 00h00

A Camargo Corrêa manifestou "perplexidade" diante dos fatos, "quando a sua sede em São Paulo foi invadida e isolada pela Polícia Federal, cumprindo mandado da Justiça". Em nota, a empreiteira afirmou que não teve acesso ao inquérito e ressaltou que "cumpre rigorosamente com todas as suas obrigações legais, gerando mais de 60 mil empregos no Brasil e em 20 países em que atua". Em 2008, o grupo faturou cerca de R$ 16 bilhões, "gerando riqueza ao País e às comunidades em que suas empresas estão inseridas". "O grupo reafirma que confia em seus diretores e funcionários e repudia a forma como foi constituída a ação, atingindo e constrangendo a comunidade Camargo Corrêa e trazendo incalculáveis prejuízos à imagem de suas empresas."Antonio Claudio Mariz de Oliveira, prestigiado criminalista que defende a empreiteira, declarou que aguarda apenas o acesso aos autos da Castelo de Areia "para se inteirar dos fatos e adotar as providências cabíveis". Sua primeira medida será o ingresso de pedido de habeas corpus para tentar revogar os decretos de prisão contra os executivos. "A empresa tem o máximo interesse em apurar a verdade dos fatos em nome da preservação da sua imagem e da sua história", afirmou Mariz de Oliveira.O desafio do advogado é complexo. Ele terá de desmontar as acusações que a PF lança sobre a direção da Camargo Corrêa.Segundo a PF, uma obra sob suspeita é a construção da Refinaria do Nordeste, no Recife (PE), orçada em R$ 429, 2 milhões. Para a PF pode ter havido corrupção e superfaturamento no contrato celebrado com a Petrobrás. O Tribunal de Contas da União indica prejuízo de R$ 71, 9 milhões ao Tesouro. A auditoria do TCU encontrou 12 indícios de irregularidades na fase de licitação, na contratação do projeto básico e no contrato.A Petrobrás considera que "não há sobrepreço e superfaturamento na obra, mas acatou determinação do TCU e suspendeu o pagamento".A estatal informou que iniciou o processo de defesa, "contestando as irregularidades apontadas".

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