Em nota, Arruda promete 'provas irrefutáveis' de inocência

Governador se reúne com o DEM, que decide se pede expulsão imediata ou abertura de processo

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

01 de dezembro de 2009 | 17h22

Às vésperas de reunião que pode decidir o seu futuro político, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), sustentou em nota divulgada nesta terça-feira, 1º, que apresentará "provas irrefutáveis de sua inocência". O governador está reunido desde as 16h com a Executiva Nacional do DEM, que deve decidir se pedirá a expulsão imediata de Arruda ou se abrirá um processo interno de expulsão, com direito de defesa.

 

Veja Também

lista Leia tudo o que foi publicado sobre o mensalão no DF

blog JOÃO BOSCO RABELLO: Empresário reclama de valor da propina no DF

especial Entenda as acusações contra o governador do Distrito Federal

documento Leia o inquérito da Operação Caixa de Pandora

linkSerra defende direito de defesa de Arruda

linkDEM avalia duas propostas para definir destino de Arruda

 

De acordo com investigações da Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última sexta-feira, o governador seria o suposto líder de um esquema de arrecadação e distribuição de propina a membros da base aliada de seu governo.

Na nota divulgada à imprensa, Arruda ressalta que tem sido vítima de um "complô" articulado "por um homem que tem mais de 30 processos por corrupção". O governador se refere ao ex-secretário estadual de Relações Institucionais Durval Barbosa, apontado como delator do suposto esquema de corrupção.

Arruda afirmou que todos os processos que recaem sobre Barbosa são do tempo em que ele ocupava cargo de confiança do ex-governador do Estado Joaquim Roriz (PSC). Ele sugeriu que o ex-secretário foi ajudado por adversários políticos do atual governo. "(Barbosa) teve ajuda de adversários políticos e, para se livrar da lama, jogou lama em todas as direções."

Em relação à reunião de segunda-feira com a cúpula do DEM, o governador negou ter pressionado a direção do partido a atuar em sua defesa e ressaltou que confia na decisão "serena" da legenda, prevista para esta terça. "Ao contrário de versões maldosas, a reunião transcorreu em um clima de elegância e respeito mútuo, sem nenhum tipo de pressão", afirmou. "Respeitarei a decisão seja ela qual for."

Tudo o que sabemos sobre:
mensalao DFJose Roberto Arrudaprovas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.