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Em nota, Argentina cita 'processo institucional em país irmão'

O texto menciona ainda a vontade argentina de 'continuar pelo caminho de uma real e efetiva integração no marco do absoluto respeito aos direitos humanos, às instituições democráticas e ao direito internacional'

Rodrigo Cavalheiro, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2016 | 18h22

BUENOS AIRES - O governo argentino emitiu às 16h56 desta quarta-feira, 31, um comunicado cujo título era "Processo institucional no Brasil", no qual manifesta em dois parágrafos respeito ao julgamento verificado no "país irmão". 

O texto, divulgado enquanto o presidente Mauricio Macri e a chanceler Susana Malcorra voavam para a reunião do G-20 na China, menciona ainda a vontade argentina de "continuar pelo caminho de uma real e efetiva integração no marco do absoluto respeito aos direitos humanos, às instituições democráticas e ao direito internacional".

A nota ainda diz que a Argentina renova seu desejo de continuar trabalhando com o governo brasileiro em temas de interesse mútuo "das agendas bilateral, regional e multilateral, assim como para o fortalecimento do Mercosul".

O país foi o primeiro integrante do bloco regional a reconhecer a institucionalidade do processo, quase uma hora depois da posse de Michel Temer ser noticiada na Argentina. O governo de Mauricio Macri sofreu críticas da oposição em maio pela rapidez com que emitiu uma nota em que dizia estar dialogando com as "autoridades constituídas". O texto foi enviado minutos após o afastamento de Dilma pelo Senado, quando não havia amanhecido na Argentina. 

Entre os outros integrantes do Mercosul, a diplomacia paraguaia mantinha-se em silêncio no fim da tarde desta quarta-feira, sob argumento de que era um "tema interno". A chancelaria uruguaia, que viu com reservas o processo brasileiro, em razão da afinidade do governo de Dilma com a Frente Ampla, coalizão que sustenta o governo de Tabaré Vázquez, também não havia se manifestado. 

A Venezuela emitiu um comunicado pelo Twitter de sua chanceler, Delcy Rodríguez, às 15h42, condenando o que classificou como um golpe.

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