Em nota, ANJ faz ‘defesa enfática’ da liberdade de imprensa

Associação afirma repudiar 'toda e qualquer iniciativa que vise intimidar' o livre exercício do jornalismo ou 'pretenda afrontar o direito constitucional ao sigilo da fonte

Redação, O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2019 | 22h33

Em nota, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) condenou nesta terça-feira, 30, "toda e qualquer iniciativa que vise a intimidar” o livre exercício do jornalismo ou “pretenda afrontar o direito constitucional ao sigilo da fonte”. O documento afirma que “a defesa enfática” da liberdade de imprensa e também do sigilo da fonte é compromisso histórico da ANJ. “São princípios básicos da democracia.”

A entidade diz também esperar que “esses princípios sejam respeitados” em relação à cobertura que diferentes veículos de comunicação têm dado ao vazamento de supostas mensagens entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça. O material foi originalmente publicado pelo site The Intercept Brasil, que declara ter recebido as informações de uma fonte anônima. Preso pela Polícia Federal por clonar o celular de diversas autoridades, Walter Delgatti Neto disse ter repassado os dados roubados para o site. 

“Ao mesmo tempo, a ANJ considera que o trabalho de investigação policial sobre eventuais ilegalidades cometidas na obtenção de informações relacionadas à Lava Jato é necessário e ocorre dentro da normalidade”, afirma a entidade ao concluir a nota. 

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