Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

PSDB se defende, mas evita opinar sobre situação de Jucá

Em nota oficial de cinco linhas, sigla poupa ministro do Planejamento; tucanos evitam se manifestar sobre áudio

Pedro Venceslau e Isabela Bonfim, O Estado de S. Paulo

23 de maio de 2016 | 16h49

Brasília - Em resposta à veiculação da gravação em o ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugere travar a investigação da operação Lava Jato, e cita quatro senadores do PSDB, o partido divulgou uma breve nota alegando que não existe qualquer acusação contra parlamentares na conversa.

O texto da defesa não opina sobre a situação de Jucá e os tucanos evitam falar sobre o assunto. 

 "Não existe nos diálogos nenhuma acusação ao PSDB e aos senadores citados. No que diz respeito à menção à eleição do senador Aécio Neves para presidente da Câmara dos Deputados, em 2001, ela se refere ao entendimento político pelo qual o PSDB apoiou o candidato do PMDB para presidente do Senado e o PMDB apoiou o candidato do PSDB para presidente da Câmara. Entendimento legitimo, feito de forma correta e amplamente acompanhado pela imprensa na época", diz o texto.

Em conversa ocorrida em março entre Machado e Jucá e rrevelada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, o atual ministro do Planejamento diz que "caiua  ficha de líderes do PSDB sobre o potencial de danos que a Operação Lava Jato pode causar em vários partidos".    

Em outro trecho, Machado cita nominalmente Aécio e diz que ele será "o primeiro a ser comido". Em seguida, cita a campanha do atual senador para eleger-se presidente da Câmara, em 2001. "O que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele (Aécio) ser presidente da Câmara?".     

Em outro momento, Machado indagou "Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB." Na nota, o PSDB também minimiza que a referência seja a algum esquema que envolva o presidente da sigla e alega que a menção é relacionada ao apoio do PSDB à eleição de parlamentares do PMDB na presidência da Câmara e do Senado.

Na mesma gravação, Jucá sugere ainda que uma solução para travar a operação da Polícia Federal seria por meio do impeachment da presidente Dilma Rousseff e a consequente ascensão do vice Michel Temer. Mesmo antes do início do governo provisório de Temer, Jucá já se destacava com um dos principais aliados do presidente interino. 

 

 

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