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Primeira-dama de Minas critica Operação Acrônimo em nota

Carolina Oliveira argumenta que a ação de busca e apreensão foi realizada 'sem justa causa, uma vez que os argumentos usados não correspondem a realidade' e remete a um site criado para esclarecimentos a respeito da denúncia

Fábio Fabrini e Andreza Matais, O Estado de S. Paulo

25 Junho 2015 | 17h21

Brasília - A primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira, divulgou nota nesta tarde criticando a ação de busca e apreensão realizada na casa dela, em Brasília, pela Polícia Federal no dia 29 de maio, dentro da operação Acrônimo. Critica também que hoje, em nova fase operação, houve divulgação indevida de informações relacionadas à empresa Oli Comunicação. Carolina argumenta que a ação de busca e apreensão foi realizada "sem justa causa, uma vez que os argumentos usados não correspondem a realidade" e remete a um site criado para esclarecimentos a respeito da denúncia.

Nesta quinta a PF deflagrou a segunda fase da Operação Acrônimo. Por determinação do Superior Tribunal de Justiça, não serão divulgados detalhes da operação. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal suspeitam que a empresa Oli Comunicação e Imagens, da primeira-­dama de Minas Gerais, seja "fantasma". A afirmação consta em documento encaminhado pela PF à Justiça quando foi solicitada autorização para um mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Acrônimo, deflagrada no final de maio. A PF aponta que a Oli Comunicação e Imagens funcionava em local cadastrado em nome da PP&I Participações Patrimoniais e Imobiliárias, empresa que está sob investigação.

Segundo argumentou Carolina hoje, foi comprovado ao juiz da 10ª Vara da Justiça Federal que a empresa Oli Comunicação funcionou regularmente entre 2012 e 2014, não compartilhou seu endereço com outras empresas, não teve qualquer relação financeira com as outras empresas investigadas na Operação Acrônimo e não trabalhou para órgãos públicos, partidos políticos ou ainda para empresas fora do setor de comunicação. 

"Hoje, 25 de junho, em nova operação, foram divulgados indevidamente os dados do sigilo fiscal da Oli Comunicação Imagem Eireli, obtidos na primeira busca e apreensão, questionada anteriormente", defende o texto. O material ressalta que a Oli Comunicação prestou serviços de comunicação digital para a Pepper Interativa, entre 2012 e 2014, mas que entre esses serviços, nenhum foi prestado ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

A primeira-dama ressalta também no texto que a Oli Comunicação também prestou serviços para a MR Consultoria, entre 2012 e 2014, e que a empresa pertence ao jornalista Mario Rosa, citado como "um dos consultores de imagem e gerenciamento de crises mais reputados do Brasil, com diversos livros publicados e palestras requisitadas por todo o País". A nota menciona que a MR Consultoria também não presta serviços para órgãos públicos e partidos políticos. "Portanto, todos os serviços prestados pela Oli Comunicação estão relacionados a clientes privados, que passaram por crises de imagem e de comunicação ao longo deste período. Só tenho a agradecer pela confiança e oportunidade de trabalhar com um dos melhores jornalistas do Brasil", menciona o texto de Carolina.

A Acrônimo tramita no STJ porque envolve o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Há suspeitas de que a campanha dele ao governo do Estado em 2014 tenha recebido dinheiro do esquema operado pelo empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, colaborador de campanhas do PT. Bené e Caroline foram alvos da primeira fase da operação, quando houve a ação de busca e apreensão no apartamento dela em Brasília.

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