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Waldemir Barreto/Agência Senado
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Em nota, Aécio sai em defesa de Aloysio Nunes

Para presidente do PSDB, senador investigado no Supremo por envolvimento na Lava Jato é 'um dos mais combativos líderes da oposição no País'

José Roberto Gomes, O Estado de S. Paulo

06 de setembro de 2015 | 17h48

São Paulo - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou neste domingo, 6, nota em defesa do colega tucano e candidato a vice-presidente em sua chapa na eleição do ano passado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), cuja campanha de 2010 ao Senado é acusada de ter recebido dinheiro ilegalmente da construtora UTC. Conforme Aécio, o colega de partido é "um dos mais combativos líderes da oposição no País".

"O senador Aloysio Nunes, cuja biografia é reconhecida e respeitada até mesmo por seus adversários, foi um dos primeiros a denunciar toda essa operação da qual, por razões óbvias, jamais poderia ter participado", diz a nota.

Aécio ainda faz críticas ao PT. "O PSDB, apesar de não temer qualquer tipo de investigação, chama a atenção para o risco dessas investigações desviarem-se do seu foco principal, que é a responsabilização daqueles que, no PT e partidos aliados, montaram um complexo esquema de corrupção que assaltou os cofres da Petrobrás e financiou a manutenção desse grupo no poder", diz ele no comunicado. "Aguardaremos com serenidade o desenrolar desse processo, atentos a que ele não fuja de seu real objeto."

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito contra Aloysio e contra o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva. A decisão atendeu pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Os três foram citados pelo empresário Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, em delação premiada. Pessoa declarou que foram feitos repasses milionários para as campanhas eleitorais de Mercadante ao governo paulista, em 2010, e para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, da qual Edinho Silva foi tesoureiro. O dinheiro também teria sido repassado para a campanha do senador tucano.

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