Em noite de pizza, João Paulo Cunha lança ataques à mídia

Com pizza no cardápio, mas sem a presença de grandes estrelas do PT, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) se juntou ontem ao ex-ministro José Dirceu e contestou a credibilidade do julgamento do Supremo Tribunal Federal, que resultou na abertura de processo contra os 40 denunciados pelo esquema do mensalão. Vestindo camiseta com a imagem de Santo Expedito, santo das causas urgentes, o deputado se apoiou na declaração do ministro Ricardo Lewandowski de que o voto do tribunal ocorreu com "a faca no pescoço" e aproveitou a ocasião para lançar ataques à imprensa."Se o ministro do Supremo diz isso, como vou me defender?", afirmou João Paulo a uma platéia de cerca de 200 pessoas que participaram de ato de desagravo em sua homenagem na zona sul da capital paulista. Ao atacar a mídia, João Paulo citou nominalmente diversas famílias ligadas a grupos de comunicação. "Os Marinho, da Globo, os Frias, da Folha, os Civita, da Abril, os Sirotsky, da RBS, os Abravanel, do SBT, os Mesquita, do Estadão, e os Saad, da Bandeirantes. Todos esses grupos são internacionais. Não tratam somente de notícias, tratam de negócios", disse o deputado, desconsiderando o fato de que a maioria desses grupos, incluindo o Grupo Estado, tem 100% de capital nacional.CARDÁPIOO cardápio - rodízio de pizza - foi motivo de piada até entre os petistas. "É emblemático para nós que seja pizza, pois estamos sendo assados", brincou Sérgio Ribeiro, da direção estadual. Apesar de ter encaminhado convites a todas as grandes lideranças do partido, João Paulo recebeu apenas o apoio de militantes ligados ao diretório do PT em Osasco, lideranças regionais e alguns deputados federais. Entre os participantes estava a ex-deputada Ângela Guadagnin, que ficou celébre por causa da dança da pizza.

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