Em Natal, elogios ao Sul e novos protestos

Em meio a outro protesto durante viagem ao Nordeste, em que voltou a ser vaiado, o presidente Lula rebateu ontem, em natal, a tese de que teria adiado sua agenda no Sul para escapar de reações contra o agravamento da crise aérea. A uma platéia de 2 mil pessoas, Lula disse não ter "nada contra" o Sul e o Sudeste e destacou o empenho em levar o desenvolvimento a regiões carentes. "O Lula tem alguma coisa contra o Sul? Pelo contrário", disse. "Devo tudo o que sou ao Sul-Sudeste brasileiro. Foi lá que aprendi a ler, que tive uma profissão, criei um sindicato, fundei um partido, fundei uma central e foi lá que eu me lancei candidato a presidente."Ao explicar a "paixão por desenvolver o Nordeste", comparou-se a um pai que dedica mais atenção ao filho mais frágil. "A gente cuida daquele mais fraquinho com pouco mais de carinho." Na mesma semana do acidente da TAM, Lula tinha agendadas visitas ao Sul do País, onde lançaria investimentos em saneamento e habitação previstos no PAC. Em vez de retomar a agenda do mesmo ponto, o presidente marcou idas ao Nordeste, onde tem forte apoio. Independentemente de sua força na região, Lula voltou a ser alvo de protestos. Mas, dessa vez, o presidente não viu um manifestante sequer. Enquanto entrava no Centro de Convenções de Natal por trás do prédio, cerca de 200 pessoas estavam na entrada principal, portando faixas com inscrições como "Prisão Já para Corruptos e Corruptores" e "Incra em greve contra o PAC". No salão, porém, Lula só recebeu aplausos e elogios. "Não concordo que os protestos estejam proibidos de entrar", disse a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.

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