Em MT, Serra e Dilma podem ter mais que um palanque

Tanto Serra quanto Dilma têm chances de contar com dois palanques cada; Marina Silva, apenas com uma

Fátima Lessa, de O Estado de S.Paulo

07 Maio 2010 | 18h23

CUIABÁ - A 40 dias do início das convenções e quatro meses das eleições gerais, o quadro sucessório em Mato Grosso começa ser definido. E o que se percebe é uma costura de uma grande colcha de retalhos que, numa primeira análise, vai beneficiar principalmente dois presidenciáveis: José Serra (PSDB) e Dilma Roussef (PT). Se forem mantidas as tendências de coligação em torno dos nomes de candidatos ao governo do Estado, Serra e Dilma poderão contar com mais de um palanque pedindo votos para eles.

 

O pré-candidato José Serra (PSDB) terá dois palanques. O oficial dos tucanos, com o candidato ao governo do Estado, o ex-prefeito Wilson Santos, com apoio dos democratas e petebistas. E outro com o PPS que apoiará o candidato Mauro Mendes (PSB) ao governo do Estado.

 

Já a pré-candidata do PT, a ex-ministra Dilma Roussef, também terá duas frentes. Uma delas, será a do candidato da situação, o governador Silval Barbosa (PMDB) cuja coligação conta com PT,PR e o PP. A outra será a com o PDT e PSB que em Mato Grosso apoia o Movimento Mato Grosso Muito Mais.

 

A disputa interna entre o deputado federal e a senadora Serys Marly causou um racha sem precedentes no Partido. Derrotada a senadora passou a liderar um movimento de apoio à pré-candidatura do empresários Mauro Mendes (PSB) ao governo. Como nacionalmente o PSB e PT estão apoiando Dilma, a união dos dois partidos em Mato Grosso deve ganhar força. As duas correntes petistas travam nova disputa que só deve ser definida em junho quando acontecem as convenções partidárias.

 

Apenas a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, ficará com um só palanque no Estado. O PV ainda está dividido entre apoiar Mauro Mendes , ou candidato tucano. O PV estadual teria fechado em torno da candidatura do empresário. O municipal com Wilson Santos. Apenas a convenção partidária poderá por fim a esta questão.

 

Se forem mantidas as três principais candidaturas ao Paiaguás, a do governador Silval Barbosa (PMDB), Mauro Mendes (PSB) e do tucano Wilson Santos, a tendência é que haja segundo turno pela primeira vez em Mato Grosso. Pesquisas realizadas antes do último escândalo do suposto superfaturamento na aquisição de 705 máquinas pelo governo apontavam empate técnico entre Wilson Santos e Silval Barbosa.

 

Para fortalecer a coligação e garantir votos suficientes para eleger deputados estaduais e federais,a executiva do PR discute a possibilidade de coligar com o PT e PMDB em todas as chapas. A coligação tem dois nomes para disputar as vagas no Senado, o do deputado Carlos Abicallil (PT) e do ex-governador Blairo Maggi (PR. Apesar do escândalo da compra das máquinas superfaturadas Maggi e o PR mantém a candidatura.

 

O Movimento Mato Grosso Muito Mais aposta em Pedro Taques (PDT). Um quarto nome deve vir do PSDB onde existe uma briga interna para decidir quem será o candidato: o ex-senador Antero Paes de Barros e o ex-deputado estadual Luiz Soares e outros nomes menos expressivos brigam para conquistar o direito dentro do partido para sair candidato.

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