Em missa, Lula prega por reformas

A missa em comemoração pelo Dia do Trabalho, na igreja matriz de São Bernardo do Campo, da qual participou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, serviu para reforçar o que o seu governo persegue desde o início de janeiro: a reforma da Previdência. Para alegria de fotógrafos e cinegrafistas, um grupo de jovens sobre pernas de pau de quase dois metros de altura entraram na igreja portando faixas pedindo, além da reforma previdenciária, a reforma agrária, uma vida digna, moradia e paz para os brasileiros.O presidente, em seu discurso dirigido aos "trabalhadores e trabalhadoras" disse que o que aconteceu na quarta-feira será "registrado pela história do País". Lula se referiu à entrega das propostas de reforma tributária e da Previdência ao Congresso. "Foi um fato histórico fantástico com o apoio de 27 governadores e olhem que só eram três do Partido dos Trabalhadores", disse ele.Lula assistiu a missa do dia 1º de maio visivelmente incomado pelo calor que fazia no interior da igreja. A primeira-dama Marisa Letícia tentou minimizar a situação, abanando o presidente. Ela também deu ao presidente alguns copos com água, mas tudo isso não foi suficiente para esconder a fadiga de Lula. Constantemente, o presidente, com a camisa suada, recebia lenços de papel para secar o suor do rosto e da nuca. A dúzia de ventiladores nas paredes da igreja foi totalmente insuficientes para refrescar as mais de 800 pessoas que lotaram o local, onde estavam ainda os ministros Jaques Wagner (Trabalho), Luiz Dulci (da Secretaria Geral da Presidência), José Dirceu (Casa Civil), Benedita da Silva (Assistência e Promoção Social), além da prefeita Marta Suplicy e de seu namorado Luís Favre. Estavam ainda o senador Eduardo Suplicy, que sentou do lado oposto do casal Marta e Favre.O presidente chegou à igreja às 9h10 e foi aplaudido de pé pela centenas de fiéis e trabalhadores que participaram da comemoração do dia 1º de maio, realizada há 23 anos no mesmo recinto. Pouco antes do início da missa, Lula e os demais participantes cantaram o hino nacional olhando para um telão na entrada da igreja onde eram projetadas cenas de manifestações e passeatas dos trabalhadores liderados por Lula na região do ABC, na década de 70.

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